María Corina Machado afirma que EUA a excluiram das negociações na Venezuela
Líder opositora venezuelana reafirma intenção de retornar ao país e critica acordo com empresário vinculado ao governo Trump.
A líder opositora da Venezuela, María Corina Machado, declarou que os Estados Unidos a deixaram de fora das recentes negociações políticas realizadas em Caracas. Em entrevista ao jornal americano The New York Times, divulgada na sexta-feira (16), ela afirmou sua intenção de retornar ao país “antes do que imaginam”.
A mesa de diálogo convocada reuniu representantes do governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, e diversos setores da oposição venezuelana. No entanto, o Departamento de Estado dos EUA respondeu que a legenda de María Corina Machado foi convidada a participar das conversas, e ressaltou que a opositora “tem todo o direito de entrar em seu país quando quiser”.
Críticas a empresário ligado ao governo Trump
Na mesma entrevista, María Corina questionou o papel do empresário Alejandro Betancourt, que está associado a um acordo firmado com o governo Donald Trump para controlar aproximadamente um quinto das reservas de petróleo da Venezuela. A opositora classificou Betancourt como “um dos principais responsáveis pelo sofrimento” no país e manifestou oposição a tê-lo como parceiro em um eventual governo por ela liderado ou apoiado.
Apesar das críticas, María Corina Machado sinalizou que pretende respeitar os contratos já estabelecidos pelo país, desde que estes estejam em conformidade com a legislação venezuelana. Ela enfatizou que a Venezuela necessita oferecer segurança, estabilidade e legitimidade para fomentar investimentos externos.
Demandas por justiça e transparência
A líder opositora também defendeu que os responsáveis por violações de direitos humanos na Venezuela sejam julgados na Justiça. Para isso, propôs a criação de uma comissão da verdade independente, destacando que “as pessoas exigem justiça, e isso é absolutamente legítimo”.