Cinco detidos em operação contra comercio ilegal de armas ligada a homicídio no Espírito Santo
Operação na Grande Vitória cumpre mandados e apreende armamentos após investigação de assassinato em Viana.
Cinco pessoas foram presas na manhã desta sexta-feira (16) durante uma operação da Polícia Civil que combate o comércio ilegal de armas, munições e acessórios na região da Grande Vitória, Espírito Santo. A ação ocorreu nos municípios de Viana, Cariacica e Vitória, e resultou ainda na apreensão de um fuzil, duas pistolas, um revólver e munições.
A operação é um desdobramento das investigações relacionadas ao assassinato de Jonathan Carvalho dos Santos, de 34 anos, ocorrido em 14 de junho no bairro Canaã, em Viana. Jonathan, dono de uma distribuidora de bebidas em Cariacica, foi morto em um crime motivado por uma suposta dívida de aproximadamente R$ 600 envolvendo um alto-falante.
De acordo com o delegado Cleudes Junior, chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Viana, a investigação identificou uma organização criminosa que atuava há cerca de dois anos na venda ilegal de armas e acessórios. A quadrilha negociava os armamentos por meio das redes sociais, sem loja física, utilizando troca de mensagens e grupos para oferecer armas e munições.
Entre os detidos está um homem suspeito de modificar armas para a organização criminosa, inclusive a arma utilizada no homicídio de Jonathan. Outro suspeito preso seria responsável por armazenar os armamentos em uma residência no bairro Resistência, em Vitória.
A apuração da polícia avançou após análise do celular de Renan de Jesus Vicente, de 36 anos, preso sob suspeita de ser o autor dos disparos que mataram Jonathan. Um casal foi indiciado pelo crime: Renan pelo homicídio e Sheyla Vitória de Oliveira, por participação, instigação e fornecimento da arma.
Conforme o delegado, os investigados funcionavam como pontos de referência para quem buscava comprar armas e munições, inclusive para abastecer o tráfico de drogas na região. A ação desta sexta-feira buscou reunir provas e desarticular a rede de comércio ilegal, além de esclarecer o assassinato de Jonathan Carvalho dos Santos.