Grávida é asfixiada, esquartejada e corpo carbonizado pelo ex-companheiro no Espírito Santo, confirma polícia
Investigação revela que Diego Marques Alves matou ex-esposa Juliana Paulo Pinto, grávida de quatro meses, motivado por conflitos judiciais.
Diego Marques Alves confessou à Polícia Civil do Espírito Santo ter assassinado Juliana Paulo Pinto, mulher grávida de quatro meses, em Cachoeiro de Itapemirim. De acordo com a investigação, o crime envolveu asfixia, esquartejamento e posterior carbonização do corpo da vítima.
A vítima, de 29 anos, desapareceu na segunda-feira (12) após encontrar o ex-companheiro, com quem tem um filho de 11 anos. A polícia prendeu em flagrante Diego e sua noiva, Geovana Maria Vieira, por ocultação de cadáver. Ambos também respondem a pedidos de prisão temporária por feminicídio e aborto sem consentimento.
Motivação e dinâmica do crime
Diego admitiu que matou Juliana devido a desentendimentos judiciais, incluindo medidas protetivas obtidas pela vítima e pelo filho do casal. Segundo o delegado responsável, Felipe Vivas, a premeditação é demonstrada pelo histórico de agressões e conflitos entre o ex-casal.
O relato do suspeito detalha que, após Juliana chegar ao imóvel, ele a asfixiou com um golpe conhecido como “gravata” até a vítima perder consciência e, em seguida, golpeou seu pescoço com uma faca. Depois, esquartejou o corpo no banheiro da residência e providenciou a limpeza do local. Os restos mortais foram levados até uma área rural chamada Monte Líbano, onde foram incendiados.
Ações da polícia e evidências
Imagens de câmeras de videomonitoramento evidenciaram que o veículo do suspeito circulou em horário e locais incompatíveis com os álibis apresentados por Diego e Geovana. O carro foi visto abastecendo em um posto durante a madrugada do desaparecimento de Juliana e dirigindo-se à zona rural.
Em buscas na região de Monte Líbano, a polícia encontrou o corpo em estado avançado de carbonização, além de uma sandália reconhecida pela família da vítima e galões contendo combustível. Essas provas reforçaram a versão do homicídio confessa pelo ex-companheiro.
A polícia também suspeita da participação da noiva de Diego, Geovana Maria Vieira, na execução ou acobertamento, já que ela estava presente no veículo e tentou forjar um álibi enviando mensagens falsas. Ela, contudo, teria afirmado estar dormindo durante o crime.
Contexto da relação e medidas protetivas
Juliana e Diego estavam separados desde o início do ano, e em maio ela obteve uma medida protetiva contra ele. O filho do casal também solicitou proteção judicial em julho, que ainda estava pendente de decisão no momento do crime.
Não foram encontradas evidências até o momento de violência sexual, mas foi identificada uma lesão na cabeça da vítima. A polícia indicou que o acusado estava ciente da gravidez de quatro meses de Juliana e que o homicídio foi premeditado.
Prisão e procedimentos legais
Ambos os suspeitos foram autuados em flagrante por ocultação de cadáver e estão no sistema prisional à disposição da Justiça. A Polícia Civil solicitou ao Judiciário a decretação das prisões temporárias por feminicídio e aborto sem consentimento para prosseguir na investigação.