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Alagoas

Polícia Civil indicia duas pessoas por funcionamento de clínica clandestina de abortos em Arapiraca

Idosa e homem são investigados por procedimentos ilegais que resultaram na morte de uma gestante e na perda da visão de outra.

16/10/2026 às 11h26

A Polícia Civil de Alagoas indiciou duas pessoas suspeitas de envolvimento em uma clínica clandestina de abortos em Arapiraca, cidade localizada no Agreste do estado. A informação foi divulgada em 14 de outubro de 2026.

Entre os indiciados estão uma idosa, apontada como responsável pela realização dos procedimentos ilegais, e um homem identificado como patrocinador da clínica. As investigações apontam que a clínica funcionava há pelo menos dez anos na residência da idosa.

Complicações graves e investigações

Durante os procedimentos realizados no local, uma gestante veio a falecer, e outra paciente perdeu a visão de um dos olhos devido a uma infecção generalizada. A idosa foi indiciada pelos crimes de aborto provocado por terceiro com o consentimento da gestante, homicídio culposo e lesão corporal de natureza gravíssima.

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O homem foi indiciado por coautoria nos mesmos crimes e por participação em aborto provocado por terceiro, tendo exercido pressão para que uma vítima interrompesse a gravidez, fornecido medicamentos abortivos e efetuado pagamento de R$ 2 mil para o procedimento clandestino.

Procedimentos e ações policiais

De acordo com o inquérito, a idosa recebia entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil por cada aborto realizado clandestinamente. Foram identificadas cinco pessoas que passaram pelos procedimentos ilegalmente realizados pela investigada.

O 53º Distrito Policial cumpriu mandados de busca e apreensão, recolhendo instrumentos cirúrgicos, medicamentos anestésicos e analgésicos, além de insumos hospitalares e celulares usados para a operação da clínica.

O caso foi encaminhado à Justiça, que aguarda manifestação do Ministério Público do Estado de Alagoas para eventual oferecimento de denúncia.

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