Tesouro Prefixado recupera perdas e retorna a níveis pré-eleição após primeiro pregão pós-votação
Após o primeiro pregão pós-primeiro turno, títulos prefixados do Tesouro Direto recuperam perdas e se aproximam dos rendimentos anteriores à eleição.
Após o primeiro pregão do Tesouro Direto realizado após o primeiro turno das eleições, os títulos prefixados recuperaram as perdas acumuladas desde o início do mês. O Tesouro Prefixado 2032 teve alta de 12,85% para 12,95% ao ano em comparação ao fechamento do dia 15 de outubro, retornando ao rendimento praticado na abertura do dia 5, logo após o primeiro turno.
Outro destaque foi o Tesouro Prefixado 2029, que registrou a maior elevação do dia, passando de 12,68% para 12,79%, superando inclusive a taxa da abertura do dia 5 (12,74%). Já o Prefixado com Juros Semestrais 2037 subiu de 12,87% para 12,95%, próximo da taxa de 13,00% registrada no início do mesmo período.
Embora tenham recuperado parte das perdas, os prefixados ainda permanecem abaixo dos níveis anteriores ao pleito. No fechamento do dia 2 de outubro, o Prefixado 2032 pagava 14,21% e o 2029, 13,84%. A queda naquela data representou a maior desde 2008 para esses títulos.
Entre os títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2050 devolveu mais da metade da queda ocorrida entre 2 e 5 de outubro, passando de IPCA + 6,71% para IPCA + 6,74%, ainda distante dos 7,08% anteriores. O IPCA+ com Juros Semestrais 2060 recuperou quase metade das perdas, enquanto o IPCA+ 2040 teve alta de IPCA + 6,68% para IPCA + 6,75%, devolvendo cerca de um terço do recuo.
Esse movimento ocorre em meio a pesquisas eleitorais que indicam empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, mostrando um cenário político ainda incerto, o que reverbera nos mercados financeiros.
Na mesma semana, o Índice IBC-Br, uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), apresentou alta de 0,3% em agosto em relação a julho, puxada pela indústria e serviços, de acordo com dados do Banco Central divulgados antes da abertura do pregão do Tesouro Direto. Apesar disso, a economia apresenta perda de dinamismo no início do segundo semestre, com projeções de retração para o terceiro trimestre.
Especialistas consultados destacam que a expectativa do mercado é por uma redução gradual da taxa Selic, atualmente em 13,75%, para 13,25% no fim do ano e para 12% em 2027.
Taxas do Tesouro Direto na abertura de 16 de outubro de 2026
- Tesouro Prefixado 2029: 12,79% ao ano
- Tesouro Prefixado 2032: 12,95% ao ano
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 12,95% ao ano
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 6,81%
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 6,86%
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 6,75%
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 6,77%
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 6,74%
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 6,74%