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Minidólar registra alta de 1% com volatilidade impulsionada por eleição e juros futuros

Contratos de minidólar fecham em alta, reflexo de cenário eleitoral e movimentos dos juros futuros no Brasil.

16/10/2026 às 07h24  ·  Atualizado em 16/10/2026 às 07h26

Os contratos de minidólar com vencimento em novembro (WDOX26) encerraram a sessão da quinta-feira (15) com valorização de 1,00%, atingindo 5.116,5 pontos. O desempenho foi influenciado pela reação do mercado cambial ao cenário eleitoral brasileiro, especialmente após a divulgação de pesquisas que indicaram empate técnico entre os candidatos Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.

O dólar à vista acompanhou esse movimento, avançando 1,17% e chegando a R$ 5,0885, o maior valor desde 2 de outubro. A evolução da taxa de câmbio brasileira ocorreu mesmo com a moeda norte-americana apresentando fraqueza em âmbito global diante de moedas fortes e emergentes. Além disso, os juros futuros subiram, reforçando a volatilidade no mercado financeiro doméstico.

Perspectivas para o mercado de minidólar

Analistas indicam que a atenção dos traders está voltada para os próximos dados da pesquisa Datafolha e suas repercussões sobre as expectativas fiscais e os ativos brasileiros. O comportamento dos juros futuros deve continuar sendo um fator relevante para a movimentação dos contratos futuros do dólar.

Leia também: Ibovespa registra leve queda; dólar e juros futuros oscilam com tensão global e dados econômicos

No curto prazo, o preço do minidólar acompanha médias móveis de 9 e 21 períodos, apontando para a predominância de compradores. A superação da resistência localizada entre 5.116,5 e 5.135 pontos pode levar o contrato a buscar níveis entre 5.159 e 5.178,5 pontos, e posteriormente a faixa de 5.192 a 5.214,5 pontos.

Entretanto, caso haja perda dos suportes situados entre 5.103 e 5.083 pontos, pode haver uma correção para patamares entre 5.057,5 e 5.043, com possível extensão da queda até a região de 5.033,5 a 5.013,5 pontos.

Análise gráfica e técnica

No gráfico diário, o minidólar mostra recuperação ao se aproximar do fechamento do gap aberto após queda acentuada recente, indicando aumento da força compradora. Contudo, para consolidar essa reação, é necessário romper uma ampla faixa de resistência situada inicialmente entre 5.124,5 e 5.274,5 pontos, com metas subsequentes em 5.302,5 e 5.339 pontos.

Na direção oposta, a retomada da queda dependerá da perda dos suportes em 5.045,5, 4.995,5 e 4.968,5 pontos, o que pode abrir espaço para direção entre 4.831 e 4.784 pontos.

O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está situado em 47,32 pontos, dentro da zona neutra, sem indicar condições de sobrecompra ou sobrevenda, confirmando a continuidade da recuperação, embora ainda sem tendência excessivamente definida.

Gráfico de 60 minutos e setores técnicos

Na análise mais intradiária, o minidólar permanece com fluxo positivo, acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, porém enfrenta a resistência da média móvel de 200 períodos. Para continuar avançando, a superação dos intervalos entre 5.135 e 5.159 pontos será necessária, com novas resistências previstas entre 5.192 e 5.226,5 pontos. Um rompimento com volume significativo pode impulsionar o contrato para 5.274,5 e 5.303 pontos.

Por outro lado, uma queda abaixo das médias e dos suportes em 5.092, 5.043 e 5.013,5 pontos pode intensificar o movimento vendedor, com possíveis alvos em 4.995,5 e 4.968,5 pontos, estendendo-se a zonas entre 4.950 e 4.902,5 pontos.

Rodrigo Paz, analista técnico CNPI-T, responsável pela análise, destaca que fatores eleitorais e taxas de juros mantêm a volatilidade elevada no câmbio, com o minidólar refletindo a cautela e a expectativa do mercado diante do atual contexto.

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