Corregedor do TSE exige detalhes sobre suposto uso de estrutura sindical na campanha de Lula
Ricardo Villas Bôas Cueva pediu à campanha de Flávio Bolsonaro que especifique condutas de dirigentes sindicais em Aije contra Lula.
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, concedeu prazo de 72 horas à campanha do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), para detalhar as condutas atribuídas a dirigentes sindicais em uma ação que acusa o uso da estrutura das entidades na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição.
A ação de investigação judicial eleitoral (Aije) foi movida pela campanha de Flávio contra Lula, Geraldo Alckmin (PSB) e outras 54 pessoas indicadas como dirigentes de entidades sindicais. O processo alega que essas entidades teriam utilizado recursos humanos, materiais e canais de comunicação para beneficiar a campanha do petista. A peça ainda pede a cassação da chapa, sob a acusação de abuso de poder político e econômico.
Ricardo Villas Bôas Cueva recebeu a Aije e determinou que Lula, Alckmin e cinco representantes sindicais apresentem defesa em até cinco dias. Sobre 37 dos 54 dirigentes sindicais listados, o corregedor apontou que a acusação não especifica suas participações, solicitando que a campanha de Flávio identifique individualmente as condutas atribuídas a cada um.
Em outra decisão, o corregedor negou o pedido para restringir o uso de universidades públicas como locais para a distribuição de material eleitoral, destacando a proteção constitucional das manifestações político-eleitorais no ambiente universitário, conforme reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal.