Daniella Marques assegura que benefícios sociais serão mantidos e promete combate a regalias públicas
Coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro afirma que cortes em programas sociais não estão previstos, destacando foco em reduzir privilégios e gastos excessivos.
Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e coordenadora do plano econômico da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta quarta-feira que um possível governo liderado pelo candidato não deverá realizar cortes nos programas sociais direcionados à população mais vulnerável.
Em entrevista ao podcast Papo de Elite, Marques criticou o que considera excesso de gastos no atual governo federal e ressaltou que a economia necessária para equilibrar as finanças públicas deve ser obtida por meio da redução das regalias dentro da administração pública. Ela destacou o combate a supersalários, às férias de 60 dias concedidas a servidores federais e outros penduricalhos, além do combate aos déficits nas empresas estatais.
Sobre benefícios exclusivos a autoridades, Daniella Marques mencionou os voos em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) usados por ministros de Estado como um exemplo de despesa que será eliminada. “Vamos cortar em Brasília, não no Brasil”, destacou.
Geração de empregos e incentivo ao empreendedorismo
Na entrevista, a ex-presidente da Caixa também abordou medidas para fomentar a geração de empregos. Ela apontou a necessidade de incentivar o empreendedorismo entre os brasileiros e ressaltou um papel do governo em oferecer programas de especialização para a qualificação dos trabalhadores. “Seremos a ponte e a rampa para as pessoas buscarem mais do que já têm”, afirmou.
Questionada sobre a possibilidade de implementação de programas de crédito específicos para jovens, que poderiam servir para a compra de motos, por exemplo, visando ampliar oportunidades como entregadores, Daniella explicou que iniciativas pontuais podem existir. Contudo, ela enfatizou que o ponto central é reduzir as taxas de juros de forma geral e restaurar o poder de compra dos cidadãos. “Tem que atacar o tumor da doença. Não adianta dar Novalgina para um paciente com câncer”, concluiu.