ANP investiga combustível após duas quedas de aviões que saíram do Aeroporto da Pampulha
Queda de duas aeronaves em um mesmo dia desencadeou fiscalização da agência no Aeroporto da Pampulha para checagem do combustível.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciou uma investigação no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, para apurar a possibilidade de adulteração ou má qualidade do combustível de aviação após a queda de duas aeronaves no último dia 9 de outubro de 2026.
Os acidentes, que aconteceram no mesmo dia, resultaram em quatro mortes. O primeiro foi um monomotor Embraer Corisco II Turbo que caiu próximo à Estação São Gabriel, em Belo Horizonte, pouco depois de decolar da Pampulha. O piloto, que era a única pessoa a bordo, não sobreviveu. Mais tarde, uma aeronave bimotor Beechcraft Super King Air 300 pertencente à Polícia Militar de Minas Gerais caiu próximo ao Aeroporto do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, vitimando três policiais militares.
As causas das duas quedas estão sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) da Força Aérea Brasileira.
Em uma fiscalização realizada no dia 13 de outubro, a ANP coletou amostras de combustíveis usados no Aeroporto da Pampulha e analisou os registros das operações de fornecimento e abastecimento no terminal. As amostras passarão por exames laboratoriais para determinar a qualidade do combustível utilizado nas duas aeronaves acidentadas.
A ANP informou que poderá aplicar medidas cautelares, incluindo a interdição de instalações, caso sejam encontradas irregularidades graves. A última fiscalização feita pela agência no Aeroporto da Pampulha foi em outubro de 2025, ocasião em que não foram constatadas irregularidades.
De acordo com as informações oficiais, a manutenção das aeronaves estava em dia e os registros na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também não apontaram irregularidades.
O estado de Minas Gerais registra nove acidentes aéreos em 2026, com três ocorridos desde maio apenas na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Nos últimos dez anos, foram 140 acidentes e 71 mortes no estado, conforme dados do Cenipa.