Brasileira reduz pela metade pena na Tailândia e retorna ao Brasil após condenação por tráfico
Mary Hellen Coelho Silva cumpria pena de 9 anos e 6 meses na Tailândia e teve a pena diminuída por bom comportamento, bons antecedentes e trabalho prisional.
A brasileira Mary Hellen Coelho Silva, condenada a 9 anos e 6 meses de prisão na Tailândia por tráfico internacional de drogas, conseguiu reduzir pela metade sua pena e retornou ao Brasil em 5 de setembro de 2026, após mais de quatro anos encarcerada.
Mary Hellen havia sido presa em 14 de fevereiro de 2022 no aeroporto de Bangkok, quando foi encontrada com aproximadamente 9 quilos de cocaína escondidos em compartimentos ocultos de malas. Ela e outro brasileiro foram detidos; um terceiro suspeito foi preso horas depois com outros 6 quilos da mesma droga. Em 8 de maio do mesmo ano, a Justiça tailandesa condenou a jovem a 9 anos e 6 meses de prisão, sendo dividida entre dois anos por crime civil e sete anos e seis meses por crime penal.
Redução da pena e benefícios
A redução significativa da pena decorreu de benefícios concedidos durante o cumprimento da sentença, conforme explicou a advogada Kaelly Cavoli Moreira. Entre os fatores que motivaram a diminuição do tempo de prisão estão o bom comportamento, os bons antecedentes e o trabalho desempenhado por Mary Hellen dentro do sistema prisional tailandês.
Em abril de 2026, a defesa já havia informado que a brasileira havia obtido uma redução importante da pena por bom comportamento e aguardava análise de um pedido protocolado em dezembro de 2025. O trabalho realizado na prisão também foi considerado no processo para antecipação da saída.
Contexto legal na Tailândia
A Tailândia é conhecida pelas leis rígidas contra o tráfico de drogas, podendo aplicar penas severas, incluindo a pena de morte, dependendo da quantidade apreendida e das circunstâncias do crime.
Alternativas para saída da prisão
Desde a prisão de Mary Hellen, a defesa avaliava diferentes possibilidades para sua libertação, entre elas o perdão real, que pode reduzir ou extinguir a pena conforme critérios do governo tailandês, e medidas como a extradição para o Brasil. No entanto, não há tratado de extradição entre Brasil e Tailândia, o que tornaria tal processo dependente de articulação diplomática.
Por fim, a permanência no sistema prisional até a obtenção dos benefícios legais previstos localmente para redução da pena revelou-se o caminho mais viável, culminando na saída da brasileira e seu retorno ao Brasil em setembro de 2026.