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Pernambuco

Justiça condena Carrefour a indenizar funcionária que urinou nas roupas devido à demora para ir ao banheiro

Funcionária do Carrefour precisou urinar nas próprias roupas enquanto aguardava substituição no posto de trabalho, decisão judicial determinou indenização.

Por 14/10/2026 às 15h41  ·  Atualizado em 14/10/2026 às 15h42

A Justiça do Trabalho condenou o Carrefour ao pagamento de R$ 5 mil reais em indenização por danos morais a uma operadora de caixa que urinou nas próprias roupas enquanto aguardava ser substituída para ir ao banheiro. O caso ocorreu na unidade do supermercado localizada no bairro da Torre, na Zona Oeste do Recife.

A decisão judicial foi proferida pela juíza Adriana Satou Lessa Ferreira Pinheiro, da 4ª Vara do Trabalho da Capital. Segundo ela, a demora na substituição da funcionária no caixa, exigida pela empresa para garantir a segurança dos valores, não respeitou a urgência da necessidade fisiológica da trabalhadora, que acabou constrangida diante dos colegas.

Durante o processo, uma testemunha afirmou que os operadores de caixa precisavam aguardar a chegada de outro funcionário para serem substituídos antes de deixar o posto. No entanto, o tempo de espera não foi compatível com a exigência imediata da necessidade da funcionária, gerando a situação constrangedora.

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Também constou no processo que, após o ocorrido, o Carrefour forneceu um short para que a funcionária pudesse terminar o expediente. Essa peça não fazia parte do vestuário habitual da função e reforçou a situação atípica enfrentada.

O Carrefour contestou a alegação afirmando que não há limites para o tempo ou quantidade de idas ao banheiro, e que existe um procedimento — com código para necessidades urgentes — para priorizar o atendimento dos funcionários. Além disso, negou o registro formal do incidente.

A juíza esclareceu em sua sentença que a exigência de esperar pela substituição não é, por si só, ilegal, mas a empresa tem o dever de garantir que essa substituição seja feita em tempo compatível com a urgência da situação fisiológica do trabalhador. A falha nesse aspecto foi considerada uma afronta à honra e dignidade da empregada.

O Carrefour afirmou por meio de nota que o episódio foi uma situação pontual relacionada à substituição de operador de caixa e reiterou seu compromisso com o bem-estar dos colaboradores e com o aprimoramento dos procedimentos operacionais.

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