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São Paulo

Patrick Assisi: integrante da máfia italiana e marido de influenciadora presa em operação da PF

Patrick Assisi, ligado à ‘Ndrangheta, foi preso em 2019; após isso, a esposa Paula Simões assumiu o comando de tráfico internacional de drogas, segundo investigações.

Por 14/10/2026 às 14h27

Patrick Assisi é identificado pela Polícia Federal como membro da máfia italiana ‘Ndrangheta, envolvido em um esquema de tráfico internacional de drogas, especialmente no envio de cocaína para a Europa utilizando portos brasileiros. Ele foi preso em julho de 2019 junto com seu pai, Nicola Assisi, durante a Operação Barão Invisível, realizada em Praia Grande, litoral de São Paulo.

Na ocasião, foram apreendidos quase cinco quilos de cocaína, três armas e grande quantia em dinheiro em diferentes moedas, além de um compartimento secreto no imóvel onde estavam. Ambos estavam foragidos desde 2014 e tinham mandados de prisão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, com cooperação internacional da Interpol e das autoridades italianas.

Patrick Assisi foi condenado a mais de 14 anos de reclusão e transferido para o Sistema Penitenciário Federal. Um pedido de transferência para um presídio em São Paulo foi negado devido ao risco que sua permanência na região poderia representar, considerando sua influência e suposto papel de liderança na organização criminosa, com conexões a outras facções criminosas brasileiras, como o PCC.

Leia também: Influenciadora suspeita de ligação com máfia italiana teve ameaça com valor da própria cabeça estimado em 250 mil euros, segundo Polícia Federal

Ascensão de Paula Simões no comando do esquema

Após a prisão de Patrick Assisi, sua esposa, a influenciadora digital Paula Simões, teria assumido o controle operacional do esquema de tráfico de drogas no Brasil, conforme apontam as investigações da Polícia Federal. Paula teria administrado cerca de 2,2 toneladas de cocaína pertencentes ao grupo e continuado a adquirir novos carregamentos para envio ao exterior.

Usando o codinome ‘Chanel’ em aplicativos de mensagens criptografadas, Paula recebia ordens enviadas por bilhetes, intermediados pelo advogado Patrick Cardoso, que representava os mafiosos presos e atuava como contato entre eles.

Conforme a PF, a influência de Paula no comando do grupo gerou conflitos internos, e ela chegou a receber ameaças de morte por parte de integrantes da ‘Ndrangheta, motivadas por um suposto relacionamento entre ela e o advogado. A facção teria atribuído um valor de cerca de 250 mil euros pela cabeça da influenciadora em razão do poder e do luxo relacionados à atividade criminosa.

Operação Eredità e desdobramentos

Na Operação Eredità, realizada entre 2020 e 2025, a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão contra Paula Simões e o advogado Patrick Cardoso em cidades de Santa Catarina e São Paulo. A Justiça também determinou bloqueios de bens e sequestros de imóveis relacionados à investigação.

Essa ação reuniu esforços de autoridades brasileiras e italianas e contou com participação da Polícia Federal, Ministério Público Federal, Departamento Anticrime de Turim do ROS Carabinieri e Ministério Público de Turim.

As defesas de Paula Simões e Patrick Cardoso negam as acusações, afirmando que não há comprovação das atividades criminosas atribuídas e que as suspeitas são inferências das autoridades policiais.

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