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Sergipe

Polícia Federal mira desvio de R$ 15,6 milhões em contratos da saúde em Nossa Senhora do Socorro

Operação cumpre 32 mandados em cinco estados para apurar suspeitas de fraudes envolvendo organizações sociais na saúde.

Por 14/10/2026 às 09h35  ·  Atualizado em 14/10/2026 às 09h37

A Polícia Federal deflagrou, na quarta-feira (14), a Operação Dirus, com o objetivo de apurar suspeitas de desvio de recursos públicos na área da saúde no município de Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe.

Ao longo da ação, são cumpridos 32 mandados de busca e apreensão distribuídos entre os estados de Sergipe, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e Paraíba. A operação envolve policiais federais e auditores da Controladoria-Geral da União (CGU).

Os alvos da ação incluem sedes de organizações sociais e empresas ligadas aos contratos investigados, assim como residências dos suspeitos, localizados em diversos municípios desses estados. Em Sergipe, as ações ocorrem em Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Canindé de São Francisco.

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Investigação e suspeitas

A apuração concentra-se nas contratações de duas organizações sociais responsáveis pela gestão de unidades municipais de saúde. O período analisado é entre 2020 e 2026, incluindo a gestão do hospital de campanha durante a pandemia de Covid-19 e a operação de uma Unidade de Pronto Atendimento.

Segundo levantamentos iniciais, há indícios de superfaturamento e subcontratação irregular de serviços por meio de empresas vinculadas aos gestores das próprias organizações sociais.

Consequências e medidas judiciais

O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 15,6 milhões. Em decorrência, a Justiça determinou o bloqueio e a apreensão de bens e valores até esse montante para garantir a restituição.

O inquérito da Polícia Federal foi aberto após auditoria da CGU apontar irregularidades nas contratações, como superfaturamento e uso impróprio das verbas públicas.

Responsabilidades

Os investigados poderão responder por diversos crimes, incluindo organização criminosa, fraude em licitação, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A operação integra esforços da Polícia Federal, CGU e Ministério Público Federal para combater o esquema suspeito.

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