Minidólar retoma alta em meio a incertezas eleitorais e fatores externos
Contratos de minidólar avançam com cenário eleitoral acirrado e dólar em alta frente ao real; análise técnica aponta resistências importantes.
Os contratos de minidólar com vencimento em novembro (WDOX26) encerraram o pregão de 13 de outubro em alta de 0,63%, cotados aos 5.044,5 pontos. O movimento acompanha a valorização do dólar à vista frente ao real, que avançou 0,74%, sendo cotado a R$ 5,0227.
A recente volatilidade no mercado brasileiro do dólar futuro está associada à atmosfera de cautela provocada pelas pesquisas eleitorais. Levantamentos recentes dos institutos BTG/Nexus e PoderData/Aya indicam empate técnico entre os candidatos Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, elevando a insegurança quanto ao rumo do segundo turno da eleição presidencial.

Esse comportamento local divergiu da tendência no exterior, onde o índice DXY recuou 0,34%, refletindo perdas da moeda norte-americana perante moedas fortes e de economias emergentes.
Análise técnica e níveis importantes
Segundo o analista técnico Rodrigo Paz, o minidólar mostrou recuperação após recentes quedas, sustentando-se acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Para a continuação do movimento de alta, o contrato precisa romper resistências localizadas entre 5.047 e 5.052 pontos. Se isso ocorrer, possui potencial para alcançar faixas superiores entre 5.072/5.083,5 pontos e, em seguida, a região de 5.097 a 5.111 pontos.
Por outro lado, uma eventual queda abaixo dos suportes de 5.038,5 e 5.026,5 pontos pode transferir o controle para os vendedores, com objetivos diminuindo para 5.019/5.013,5 e, posteriormente, alcançando a faixa crítica dos 5.000 pontos.
Na análise diária, o especialista destaca a necessidade do contrato superar a região entre 5.052 e 5.083 pontos para ganhar força e se afastar dos riscos de uma nova pressão vendedora. No sentido oposto, níveis de suporte importantes para o movimento de baixa são 4.995,5, 4.968,5 e 4.831 pontos, metas que, se perdidas, podem levar a cotações próximas a 4.784 e 4.676 pontos.
Contexto externo e ações do Banco Central
Além do cenário eleitoral doméstico, os traders acompanham eventos internacionais como a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Estados Unidos, que contribuem para a volatilidade das moedas globais. A ausência de leilão de rolagem de swaps cambiais pelo Banco Central do Brasil também é citada como fator que pode impactar o comportamento do contrato de minidólar.
Rodrigo Paz ressalta ainda que o índice de força relativa (IFR) de 14 períodos está em 38,22 pontos, indicando um mercado em zona neutra, sem sinais evidentes de sobrecompra ou sobrevenda, mas com necessidade de cautela para confirmar a sustentação da recuperação.