Isorlanda Caracristi faz homenagem à filha Isabelle e cobra justiça um mês após sua morte
Isorlanda Caracristi utilizou as redes sociais para homenagear Isabelle e reafirmar acusações contra o ex-namorado da jovem, que responde em liberdade.
Um mês após a morte da estudante Isabelle Caracristi, a mãe dela, Isorlanda Caracristi, professora universitária, publicou nas redes sociais uma homenagem à filha e voltou a fazer acusações contra o ex-namorado da jovem, João Munhoz Neto. Isorlanda afirmou estar passando por “dias doloridos” mas destacou o apoio recebido da família, amigos e da sociedade.
No vídeo de aproximadamente 10 minutos compartilhado em 13 de outubro de 2026, Isorlanda relatou os impactos emocionais da perda e disse que, embora não tenha retomado sua rotina normal, tem encontrado força no carinho e solidariedade que recebe. Ela desmentiu a ideia de que sente um vazio e declarou sentir uma forte presença da filha e uma saudade constante.
Com relação a João Munhoz Neto, Isorlanda reiterou as acusações de violência psicológica e assédio sexual. Segundo ela, depoimentos colhidos durante a investigação apontam que João praticou assédio contra Isabelle e outras mulheres no escritório de advocacia onde trabalhavam. “Ele é um assediador”, afirmou a mãe da jovem, ressaltando que tais relatos constam nos registros policiais.
Além disso, Isorlanda criticou postagens que considerou caluniosas e difamatórias contra sua imagem e a da filha, mas destacou que a maioria da população apoia sua luta por justiça.
Em um apelo dirigido especialmente aos homens, Isorlanda reforçou a necessidade de combater a violência contra as mulheres e construir um mundo mais respeitoso e amoroso. “Essa dor que eu sinto, imensa, eu estou transformando em força para vencer e dar continuidade, não só por mim e pela minha filha, mas por todas as mulheres que sofrem esse tipo de violência”, afirmou.
Investigação e andamento judicial
O inquérito policial, concluído em 30 de setembro de 2026 após 17 laudos periciais, indicou que a morte de Isabelle foi resultado de precipitação voluntária. João Munhoz Neto, de 34 anos, foi indiciado por violência psicológica e fraude processual, crimes que nega.
João cumpriu 10 dias preso no presídio de Aquiraz e, posteriormente, passou a responder ao processo em liberdade, obedecendo medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica. A defesa do investigado declarou que pretende provar sua inocência durante o processo.