TRF3 mantém pena de quase 60 anos para Gerson Palermo, líder do esquema de tráfico internacional
Tribunal rejeita recursos e confirma condenação e confisco de bens de Gerson Palermo e outros oito réus da Operação All In.
A 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) manteve, por unanimidade, a condenação de Gerson Palermo e outros oito réus envolvidos na Operação All In, que investigou um esquema de tráfico internacional de cocaína em cinco estados brasileiros. A decisão confirmando penas de quase 60 anos de prisão foi proferida no dia 30 de setembro de 2026.
Deflagrada em 2017, a Operação All In desarticulou uma organização criminosa que utilizava “laranjas” para movimentar recursos financeiros e registrar bens como imóveis, veículos e aeronaves. Entre as práticas investigadas estava o uso de nomes de usuários de drogas e pessoas em situação de rua para ocultar patrimônio ilícito.
Gerson Palermo, apontado como líder e articulador do grupo, foi preso em maio de 2026, após seis anos foragido, depois de ter sido beneficiado com prisão domiciliar. Segundo a Polícia Federal, ele comandava a organização criminosa, coordenava o transporte transnacional de grandes carregamentos de cocaína vindos da Bolívia, além de planejar a logística e administrar a aquisição e ocultação de bens por meio de terceiros.
O TRF3 validou a legalidade dos monitoramentos telefônicos realizados durante as investigações e considerou suficientes as provas reunidas para manter as condenações. Todas as apelações das defesas foram negadas.
Além da manutenção das penas de prisão em regime inicial fechado, o tribunal confirmou o confisco de bens do grupo, que inclui aeronaves, caminhões, carretas, veículos, imóveis e o Aeródromo Ocorema, localizado em Ladário (MS).
A decisão ainda cabe recurso, e até o momento as defesas dos réus não foram localizadas para comentar.