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Mato Grosso do Sul

Rio Miranda atinge nível de alerta e registra 4,7 metros acima da média histórica no Pantanal

Nível do Rio Miranda sobe e supera cota de alerta, mas Instituto SOS Pantanal diz que não há cheia na planície.

Por 13/10/2026 às 21h39  ·  Atualizado em 13/10/2026 às 21h41

O Rio Miranda, localizado no Pantanal sul-mato-grossense, atingiu 6,61 metros nesta terça-feira (13), ultrapassando a cota de alerta em nove centímetros. O nível registrado está 4,7 metros acima da média histórica do rio, que é de 1,91 metro, conforme dados do Serviço Geológico do Brasil.

Em menos de uma semana, o rio elevou sua cota em mais de 1,75 metro. No dia 7 de outubro, a medição apontava 4,85 metros. Imagens recentes mostram áreas alagadas no Caronal, região entre Coxim e Corumbá, e no Pantanal do Nabileque, entre Miranda e Corumbá. Nessas localidades, a água se aproxima de propriedades rurais e dificulta a circulação de veículos.

Fenômeno é resultado de chuvas intensas nas cabeceiras

De acordo com o Instituto SOS Pantanal, o aumento do nível do Rio Miranda não indica uma cheia na planície pantaneira, mas sim um fenômeno chamado cheia regional. Essa condição decorre das chuvas intensas que caíram nas cabeceiras dos rios nas últimas semanas.

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O biólogo Gustavo Figueirôa, do Instituto SOS Pantanal, explica que essas chuvas concentradas na porção de Mato Grosso do Sul apresentam volumes e períodos incomuns para a região, justificando o nível elevado das águas.

Impactos no Pantanal do Nabileque e Caronal

O Pantanal do Nabileque, uma das áreas mais ao sul da planície pantaneira brasileira, está entre as regiões que primeiro recebem as águas das inundações. O corretor de gado Hugo Leandro Tognini, que atua na região, relata que as chuvas são frequentes nesta época do ano e têm ocorrido de forma contínua desde o ano anterior.

O Caronal, situado no Pantanal do Paiaguás às margens do Rio Taquari, é conhecido por registrar algumas das cheias mais intensas do Pantanal, segundo o Instituto SOS Pantanal.

Deslocamento pode ficar comprometido ainda mais

O solo argiloso da região do Nabileque, caracterizado por baixa permeabilidade e drenagem lenta, pode dificultar ainda mais o deslocamento na segunda quinzena de novembro, alerta o Instituto SOS Pantanal.

Embora haja áreas alagadas regionais e o nível do Rio Miranda esteja acima da média histórica, o Pantanal não está em período de cheia na planície, conforme orientação técnica do Instituto SOS Pantanal.

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