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Minas Gerais

Câmara de Belo Horizonte aprova uso de câmeras externas para monitorar escolas municipais

Projeto aprovado prevê videomonitoramento apenas nas áreas externas das escolas, com acesso restrito às imagens.

Por 13/10/2026 às 16h11

A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, por unanimidade, o Projeto de Lei 466/2025 que autoriza a instalação de câmeras de segurança nas áreas externas das escolas municipais da cidade. A proposta foi apoiada por todos os 37 vereadores presentes e aguarda a sanção ou veto do prefeito Álvaro Damião (União Brasil).

De autoria dos vereadores Maninho Félix (PSD) e Professora Marli (PP), o projeto estabelece a criação da Política Municipal de Segurança das Escolas Públicas da Rede Própria de Ensino. A legislação prevê o videomonitoramento em locais externos das unidades escolares, como entradas, saídas e muros, visando o aumento da segurança para estudantes, funcionários e moradores próximos.

Limitação do monitoramento às áreas externas

Fica expressamente proibida a instalação de câmeras em áreas internas das escolas, incluindo salas de aula, banheiros, refeitórios e espaços destinados ao descanso. Este cuidado busca preservar a privacidade e a segurança dos ambientes internos das unidades educacionais.

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As imagens coletadas serão armazenadas em ambiente seguro e o acesso será restrito somente a servidores autorizados. O compartilhamento destes registros com terceiros somente será permitido mediante ordem judicial, investigação policial ou procedimento administrativo justificado.

Responsabilidades e aspectos orçamentários

Durante a tramitação do projeto, foi aprovado um substitutivo apresentado pelo líder do governo, Bruno Miranda (PDT), que reorganiza a proposta original e transfere ao Poder Executivo a responsabilidade geral pela implementação da política de segurança.

A vereadora Luiza Dulci (PT) expressou preocupação quanto à origem dos recursos financeiros para a instalação das câmeras, ressaltando o temor de que investimentos possam interferir no orçamento já destinado à educação.

Em resposta, o vice-líder do governo, Diego Sanches (Solidariedade), esclareceu que o projeto tem caráter autorizativo e que detalhes sobre regulamentação e orçamento ainda serão definidos. Ele também reafirmou a intenção de integrar as câmeras ao Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH), que coordena o monitoramento das áreas públicas e a gestão integrada das ocorrências de segurança e defesa civil no município.

O projeto busca, segundo seus autores, contribuir para a prevenção de crimes, incluindo tráfico de drogas, nas áreas próximas às escolas, reforçando a proteção de crianças e demais integrantes da comunidade escolar.

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