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Minas Gerais

Aplicativo desenvolvido por estudantes melhora monitoramento do tratamento de câncer de mama no SUS

Ferramenta VIDA reúne dados clínicos e socioeconômicos de pacientes para agilizar decisões médicas em 37 cidades da Zona da Mata.

Por redação gnews 13/10/2026 às 08h55

O aplicativo VIDA (Visualização e Dados em Saúde da Mama) foi desenvolvido por estudantes da Zona da Mata para organizar e monitorar o tratamento de câncer de mama de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de 37 municípios da região. A iniciativa surgiu como trabalho de conclusão de curso técnico em Programação pelo programa Rio Pomba Valley, focado em jovens da rede pública.

A ferramenta digital centraliza informações clínicas e socioeconômicas das pacientes em uma plataforma na nuvem, com o objetivo de apoiar diagnósticos, acelerar decisões médicas e identificar gargalos no fluxo de atendimento. Antes da existência do sistema, esses dados estavam dispersos em planilhas sem estrutura de análise, dificultando o mapeamento dos tempos entre consultas, exames e início do tratamento.

A necessidade da plataforma foi destacada pelo mastologista Bruno Laporte, coordenador do Serviço de Mastologia da Agência de Cooperação Intermunicipal em Saúde Pé da Serra (Acispes). Segundo ele, faltavam informações sobre o tempo entre procedimentos importantes do tratamento que poderiam ajudar a aprimorar os serviços prestados às pacientes.

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O sistema prevê o cadastro mensal de 50 a 100 pacientes, sendo acessível apenas a profissionais de saúde autorizados. Desenvolvido seguindo as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e registrado na Plataforma Brasil, o aplicativo é gratuito para a Acispes e mantido financeiramente pelo Instituto Energisa. Além disso, há planos para expansão da plataforma, permitindo que outras instituições oncológicas utilizem o sistema, o que pode contribuir para pesquisas científicas e políticas públicas voltadas à saúde.

Um dos desenvolvedores, Wellington Murito, ressalta o potencial de crescimento da tecnologia além da região da Zona da Mata, ampliando o impacto positivo no acompanhamento do tratamento de câncer de mama.

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