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Política

Governo Federal publica decreto para bloqueio de celulares em presídios sem necessidade de decisão judicial

Novo decreto cria mecanismo para acelerar bloqueio de aparelhos ilegais em presídios, envolvendo Anatel, União e estados.

Por redação gnews 13/10/2026 às 08h53  ·  Atualizado em 13/10/2026 às 08h55

O governo federal publicou em 13 de outubro de 2026 um decreto que estabelece um programa nacional para o bloqueio ágil de celulares e outros meios de comunicação utilizados ilegalmente dentro dos presídios. Essa medida visa dificultar a comunicação dos detentos com o mundo exterior, buscando reduzir a prática de crimes comandados de dentro das cadeias.

De acordo com o decreto, não será mais necessária uma decisão judicial para que o bloqueio seja realizado. O programa de cooperação envolve a União, os estados, o Distrito Federal e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que terá papel fundamental na adoção das medidas legais para o bloqueio, inclusive na operação de bloqueadores de sinal.

As administrações penitenciárias estaduais ficam responsáveis pela identificação dos casos e pelo envio das informações técnicas necessárias. Todo o processo será realizado por meio de uma plataforma digital do Ministério da Justiça e Segurança Pública, integrada ao Sistema Nacional de Informações Penais (Sisdepen).

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Conforme o tipo do bloqueio, o pedido seguirá fluxos distintos: os bloqueios de celulares identificados individualmente serão tratados pelo Banco Nacional de Celulares com Restrição, enquanto os bloqueios de sinal em áreas específicas serão encaminhados à Anatel.

Nos últimos três anos, quase 10 mil celulares foram apreendidos em operações de varredura em presídios coordenadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. De posse desses aparelhos, detentos conseguiam manter contato com comparsas externos e dar continuidade às atividades criminosas.

Essa iniciativa ocorre em um contexto político no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, tem enfatizado a segurança pública como um dos principais temas de seu discurso. Recentemente, Lula declarou que sua campanha adotou o lema “Para o povo trabalhador, proteção; para o bandido, prisão”, além de defender a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para ampliar a participação do governo federal no combate ao crime organizado.

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