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Política

PL e PT dominam eleições com maiores fundos eleitorais; União Brasil tem desempenho menor que o esperado

PL e PT receberam as maiores parcelas do Fundo Eleitoral e conquistaram os principais cargos nas eleições de 2026, enquanto União Brasil ficou atrás.

Por redação gnews 13/10/2026 às 17h11  ·  Atualizado em 13/10/2026 às 17h13

As eleições de 2026 mostraram uma forte correlação entre o volume de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral, e o desempenho dos principais partidos do país. O PL e o PT receberam as maiores parcelas do fundo e consolidaram sua presença nos cargos de senador, deputado federal e governadores, enquanto o União Brasil apresentou resultados aquém da sua participação financeira.

Segundo dados do primeiro turno realizado em 4 de outubro, o PL, que recebeu R$ 881,7 milhões (aproximadamente 17,8% dos R$ 4,95 bilhões totais), elegeu 121 deputados federais, ampliou sua bancada na Câmara, e conquistou 19 das 54 cadeiras do Senado em disputa. Além disso, o partido emplacou seis governadores, incluindo Douglas Ruas no Rio de Janeiro, considerado vencedor após recontagem oficial dos votos. Esses resultados reforçam a liderança do PL no Congresso, onde começa 2027 com a maior bancada e significativo número de senadores.

Infográfico: Desempenho dos partidos em 2026 versus fatia do Fundo Eleitoral
Arte/gnews

O PT, detentor de R$ 615,4 milhões do fundo (cerca de 12,4%), também apresentou bons números com 70 deputados federais eleitos e nove senadores, além de eleger três governadores no Nordeste (Bahia, Ceará e Piauí). O partido ainda disputa a continuidade no governo federal com a candidatura do atual presidente Lula à reeleição.

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Em contrapartida, o União Brasil, terceiro maior beneficiado, recebeu R$ 526,2 milhões, equivalentes a 10,6% do fundo, mas obteve um desempenho considerado modesto: elegeu três senadores e 46 deputados federais, não emplacou governadores no primeiro turno e disputa apenas alguns governos estaduais no segundo turno.

Desempenho proporcional ao recebimento do Fundo Eleitoral

Análises cruzadas entre a fatia do fundo recebida e a quantidade de eleitos mostram que os partidos maiores representam a maior parte das vagas conquistadas nas três esferas. O PL lidera em todos os aspectos, seguido pelo PT, enquanto outras legendas como PSD, Republicanos, PP e MDB tiveram resultados variados. Os dados indicam que grande parte das cadeiras de deputados federais (77,6%) e governadores (90%) ficou com os sete maiores partidos, que concentraram 72,8% dos recursos do fundo.

Curiosamente, o partido Novo apresenta um caso atípico. Com uma mínima parcela do fundo (0,7%), a sigla conseguiu eleger três senadores e dez deputados federais, superando partidos que tiveram mais recursos.

Contexto e origem do Fundo Eleitoral

O Fundo Eleitoral foi criado em 2017 para substituir as doações empresariais às campanhas, proibidas pela legislação brasileira. Os recursos públicos são distribuídos entre os partidos seguindo critérios que incluem o tamanho das bancadas na Câmara e no Senado, com uma cota mínima para legendas sem representação. O orçamento total neste ciclo eleitoral foi de R$ 4,95 bilhões.

Esses dados demonstram como o volume de financiamento público tem influência significativa nos resultados eleitorais, embora existam exceções e variações conforme o desempenho de campanha e os contextos regionais e partidários.

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