PF encontra sala secreta com máquina de contar dinheiro em hangar de Willer Tomaz no Aeroporto de Brasília
Polícia Federal localizou sala oculta no hangar do advogado Willer Tomaz, com máquina para contar dinheiro; defesa afirma uso legal para transporte de valores.
A Polícia Federal (PF) localizou uma sala secreta em um hangar utilizado pelo advogado Willer Tomaz no Aeroporto de Brasília. O espaço escondido, identificado em agosto deste ano após denúncia anônima, continha uma máquina de contar dinheiro, além de prateleiras e malas. A porta blindada da sala estava oculta atrás de um painel de madeira, segundo imagens obtidas pela TV Globo.
O mandado de busca e apreensão no hangar foi cumprido no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao senador Weverton Rocha (PDT), com suspeitas de fraudes contra aposentados do INSS. Na operação, foram apreendidos quatro aviões vinculados às empresas do advogado. Além disso, outra máquina de contar dinheiro foi localizada na residência de Tomaz.
Em nota, a defesa de Willer Tomaz confirmou a existência da “sala-cofre” e explicou que a estrutura é uma instalação operacional destinada ao atendimento das empresas de transporte de valores, que são clientes das companhias de aviação do advogado. A defesa afirmou que as instalações são compatíveis com a atividade legal de transporte aéreo de numerário, que segue rigorosos protocolos de segurança e custódia, e negou qualquer uso para armazenar ou contar dinheiro de origem ilícita.
Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), amigo do advogado e candidato à Presidência pelo PL, são investigados em inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de lavagem de dinheiro. O inquérito foi remetido ao STF em 8 de outubro após investigações da Justiça Federal no Rio Grande do Sul, onde foram identificados indícios envolvendo contas bancárias ligadas a empresas de Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro como “usuário master” de uma delas.
Até o momento, no local da sala secreta não foi encontrada nenhuma quantia em dinheiro vivo. A investigação segue em andamento sob supervisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Willer Tomaz nega envolvimento nos fatos apurados pela operação e já havia afirmado não manter negócios com Flávio Bolsonaro.