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Internacional

EUA e Paraguai firmam parceria para energia de Itaipu abastecer computação em nuvem

Projeto usa energia da hidrelétrica de Itaipu para impulsionar serviços de computação em nuvem para clientes americanos e latino-americanos.

21/10/2026 às 17h30  ·  Atualizado em 21/10/2026 às 17h31

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (21) um acordo com o Paraguai para a construção de uma estrutura de computação de alto desempenho alimentada pela energia da usina hidrelétrica de Itaipu, localizada na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. O projeto tem como objetivo atender clientes de serviços de computação em nuvem tanto dos Estados Unidos quanto da América Latina.

O acordo foi firmado entre a empresa americana Crusoe, especializada em infraestrutura para inteligência artificial, e a desenvolvedora paraguaia Araico, que atua em projetos de energia e infraestrutura. De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, a primeira fase da instalação está prevista para entrar em operação em meados de 2027.

Esta parceria foi anunciada durante a visita do vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, ao Paraguai, que ocorreu entre os dias 19 e 21 de outubro de 2026. Landau se reuniu com o presidente paraguaio Santiago Peña e com o ministro das Relações Exteriores, Rubén Ramírez Lezcano, para discutir maneiras de ampliar a colaboração econômica e estratégica entre os dois países.

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Além do acordo relacionado à Itaipu, o governo americano destacou que uma delegação empresarial discutiu oportunidades de investimento no Paraguai em setores como tecnologia, minerais críticos, infraestrutura fluvial e logística.

Também durante a visita, a empresa americana Uranium Energy Corp. anunciou um investimento de US$ 12 milhões para desenvolver uma concessão de urânio no Paraguai.

Na área de segurança, os dois países assinaram um acordo de assistência para interceptação aérea, que visa ampliar a capacidade do Paraguai de monitorar e proteger seu espaço aéreo contra voos suspeitos de transporte de drogas. Além disso, iniciaram negociações para um acordo de cooperação no uso pacífico da energia nuclear, que possibilitará às empresas americanas exportar equipamentos e materiais nucleares para o Paraguai, conforme regras de segurança e não proliferação.

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