Espanha reage a críticas de Javier Milei e rejeita interferência externa em eleições
Presidente argentino chama Pedro Sánchez de 'ditador' e é repreendido pelo governo espanhol por interferência em pleito local.
Durante visita oficial à Espanha, o presidente argentino Javier Milei fez declarações críticas ao primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, chamando-o de “ditador”, “ladrão” e “corrupto”. As falas ocorreram em um discurso de apoio à oposição em meio à aproximação das eleições gerais na Espanha, marcadas para 29 de novembro de 2026.
O Ministério das Relações Exteriores da Espanha respondeu com um comunicado oficial, rejeitando veementemente os comentários e os classificando como insultos. O órgão condenou a “interferência externa, ataques e injúrias” contra o presidente espanhol e declarou que o país não aceita intervenções estrangeiras em seus processos democráticos.
Além das críticas ao líder espanhol, Milei atacou partidos de esquerda europeus, responsabilizando-os pela estagnação econômica no continente. O argentino também afirmou que o governo de Sánchez promove uma “invasão” migratória com motivações eleitorais, aludindo à crise migratória no enclave de Ceuta, registrada em julho.
Em Madri, o presidente argentino agendou encontros com representantes do partido de extrema direita Vox e com Isabel Díaz Ayuso, presidente conservadora da Comunidade de Madri, ligada ao Partido Popular (PP), sinalizando apoio político à oposição espanhola.
As eleições enfrentam um cenário polarizado: pesquisas apontam vantagem do Partido Popular, mas sem maioria absoluta, o que pode tornar o Vox um partido decisivo na formação do governo.