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Internacional

Confusão entre agentes e socorristas atrasou atendimento a Christa Pike após execução fracassada no Tennessee

Gravações revelam atraso no socorro a Christa Pike após tentativa mal-sucedida de execução por injeção letal; ela recebeu alta e voltou à prisão.

Por redação gnews 12/10/2026 às 22h01

O atendimento emergencial a Christa Pike, condenada à morte no Tennessee, sofreu atraso devido a confusão entre equipes de socorro e autoridades penitenciárias após uma tentativa mal-sucedida de execução realizada em 30 de setembro. Gravações de chamadas feitas ao serviço 911, obtidas pela Associated Press, mostram que as equipes perderam tempo tentando confirmar se o pedido de socorro era legítimo.

A primeira chamada para o 911 foi registrada às 20h40, pouco mais de uma hora após o início da aplicação da injeção letal. Durante aproximadamente trinta minutos, houve dúvidas sobre a autenticidade da emergência, com atendentes recebendo informações contraditórias e sem o código de verificação solicitado. Enquanto isso, o acesso das equipes de resgate à Penitenciária de Segurança Máxima de Riverbend, onde Pike estava presa, foi negado.

Somente às 21h11, a Central de Controle da prisão confirmou que o pedido de assistência era verdadeiro e autorizou a entrada dos socorristas. Christa Pike, que sobreviveu a duas doses de pentobarbital administradas durante a execução, foi hospitalizada. Ela permaneceu ligada a um respirador por vários dias e chegou a ser considerada em estado crítico pelos advogados até começar uma recuperação gradual, falando com dificuldade e caminhando com ajuda.

Pike recebeu alta e retornou à penitenciária no último sábado (10) após 30 anos de detenção pelo assassinato de sua colega Colleen Slemmer em 1995. Atualmente com 50 anos, Pike tinha 18 anos quando cometeu o crime junto com seu namorado, tornando-se uma das mulheres mais jovens a serem sentenciadas à morte nos Estados Unidos.

Além da confusão com o 911, outras duas chamadas foram feitas, incluindo uma feita por Kelly Gleason, advogada de Pike, que alertou que sua cliente permanecia viva e precisava de atendimento imediato. Até o momento, o Departamento de Correções do Tennessee não revelou as causas técnicas da falha na execução. Especialistas sugerem problemas relacionados à qualidade da medicação administrada ou ao posicionamento dos acessos intravenosos, que podem ter comprometido a eficácia da substância letal.

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