Operação investiga 15 vereadores por suposta compra de votos na eleição da Mesa Diretora em Várzea Grande (MT)
Investigação ocorre com cumprimento de 30 mandados entre Várzea Grande, Cuiabá e Chapada dos Guimarães, sem prisões até o momento.
Uma operação deflagrada nesta terça-feira (20) investiga a suspeita de compra de votos envolvendo 15 vereadores para a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande, município da região metropolitana de Cuiabá, Mato Grosso. A apuração abrange também dois parlamentares de Cuiabá e servidores da Câmara Municipal de Várzea Grande.
Ao todo, foram cumpridos 30 mandados judiciais, incluindo buscas e apreensões em residências, pessoas e veículos relacionados aos alvos nos municípios de Várzea Grande, Cuiabá e Chapada dos Guimarães. A operação não resultou em prisões até o momento.
Vereadores e servidores investigados
Dentre os investigados, 13 vereadores atuam em Várzea Grande e dois em Cuiabá. Também são alvos uma diretora financeira da Câmara e um secretário legislativo. Até a última atualização, as defesas dos envolvidos ainda não haviam sido localizadas.
Posicionamentos dos alvos e instituições
Em contato com a reportagem, a Câmara Municipal de Várzea Grande informou que acompanha apuração dos fatos antes de manifestar-se oficialmente. A Câmara Municipal de Cuiabá divulgou nota ressaltando que eventuais condutas individuais devem ser apuradas pelas autoridades competentes e não representam o posicionamento institucional do Legislativo.
O vereador Ilde Taques (Podemos) foi notificado e recebeu o mandado de busca com tranquilidade, negando envolvimento em articulações políticas ou ilegais referentes à eleição. Wanderley Cerqueira lamentou não compreender os fundamentos da operação e disse considerar a ação “estranha”, confiando na Justiça para esclarecimentos.
Rogerinho Dakar destacou que não participou da votação para a Mesa Diretora por ocupar cargo no Departamento de Água e Esgoto (DAE) na ocasião e informou ter fornecido documentos aos investigadores. Raul Curvo afirmou que foi surpreendido pela operação e que colaborou, entregando seu celular aos policiais, negando ainda ter sofrido ameaças relacionadas à eleição e defendendo a liberdade de voto.
O vereador Miguel Junior declarou tranquilidade frente à investigação e disse que a apuração pode estar relacionada a um evento ocorrido antes da eleição, realizado na chácara de seu pai, negando irregularidades. Os vereadores Denival Galibert e Cilço da Cruz preferiram não comentar sobre o caso. A defesa do vereador Kleberton Feitoza não se pronunciou devido à sua internação hospitalar após acidente.
Até o momento, a reportagem não obteve retorno dos vereadores Alex Rodrigues e Lucélia Oliveira.