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Mato Grosso

Operação investiga 15 vereadores por suposta compra de votos na eleição da Mesa Diretora em Várzea Grande (MT)

Investigação ocorre com cumprimento de 30 mandados entre Várzea Grande, Cuiabá e Chapada dos Guimarães, sem prisões até o momento.

21/10/2026 às 11h57  ·  Atualizado em 21/10/2026 às 11h58
1 de 2 Vereadores alvos de operação que apura suposta compra de votos para a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande
1 de 2 Vereadores alvos de operação que apura suposta compra de votos para a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande — Foto: Reprodução

Uma operação deflagrada nesta terça-feira (20) investiga a suspeita de compra de votos envolvendo 15 vereadores para a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande, município da região metropolitana de Cuiabá, Mato Grosso. A apuração abrange também dois parlamentares de Cuiabá e servidores da Câmara Municipal de Várzea Grande.

Ao todo, foram cumpridos 30 mandados judiciais, incluindo buscas e apreensões em residências, pessoas e veículos relacionados aos alvos nos municípios de Várzea Grande, Cuiabá e Chapada dos Guimarães. A operação não resultou em prisões até o momento.

Vereadores e servidores investigados

Dentre os investigados, 13 vereadores atuam em Várzea Grande e dois em Cuiabá. Também são alvos uma diretora financeira da Câmara e um secretário legislativo. Até a última atualização, as defesas dos envolvidos ainda não haviam sido localizadas.

Leia também: Operação do Gaeco investiga 15 vereadores por suspeita de compra de votos em Várzea Grande e Cuiabá

Posicionamentos dos alvos e instituições

Em contato com a reportagem, a Câmara Municipal de Várzea Grande informou que acompanha apuração dos fatos antes de manifestar-se oficialmente. A Câmara Municipal de Cuiabá divulgou nota ressaltando que eventuais condutas individuais devem ser apuradas pelas autoridades competentes e não representam o posicionamento institucional do Legislativo.

O vereador Ilde Taques (Podemos) foi notificado e recebeu o mandado de busca com tranquilidade, negando envolvimento em articulações políticas ou ilegais referentes à eleição. Wanderley Cerqueira lamentou não compreender os fundamentos da operação e disse considerar a ação “estranha”, confiando na Justiça para esclarecimentos.

Rogerinho Dakar destacou que não participou da votação para a Mesa Diretora por ocupar cargo no Departamento de Água e Esgoto (DAE) na ocasião e informou ter fornecido documentos aos investigadores. Raul Curvo afirmou que foi surpreendido pela operação e que colaborou, entregando seu celular aos policiais, negando ainda ter sofrido ameaças relacionadas à eleição e defendendo a liberdade de voto.

O vereador Miguel Junior declarou tranquilidade frente à investigação e disse que a apuração pode estar relacionada a um evento ocorrido antes da eleição, realizado na chácara de seu pai, negando irregularidades. Os vereadores Denival Galibert e Cilço da Cruz preferiram não comentar sobre o caso. A defesa do vereador Kleberton Feitoza não se pronunciou devido à sua internação hospitalar após acidente.

Até o momento, a reportagem não obteve retorno dos vereadores Alex Rodrigues e Lucélia Oliveira.

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