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Economia

Como a China superou gigantes ocidentais e domina mercados de tecnologia global

Marcas chinesas lideram setores como câmeras de ação e carros elétricos, impulsionadas por inovação rápida e cadeia produtiva integrada.

21/10/2026 às 03h12

As empresas chinesas de tecnologia deixaram para trás a imagem de produtoras exclusivas de produtos baratos e passaram a superar conglomerados ocidentais em diversos setores. Hoje, marcas da China lideram mercados globais de câmeras portáteis, carros elétricos e eletrônicos de consumo.

Um exemplo emblemático é a disputa no mercado de câmeras de ação, tradicionalmente dominado pela americana GoPro. Enquanto a GoPro enfrentava dificuldades financeiras e perdeu participação de mercado, as chinesas DJI e Insta360 entraram no setor entre 2019 e 2021 e atualmente respondem por mais de 90% das vendas globais nessa categoria.

Analistas atribuem o sucesso chinês à forte concorrência interna em cidades como Shenzhen e Xangai, à integração eficiente das cadeias de suprimentos, bem como a uma cultura empresarial focada na inovação rápida e na agilidade para lidar com desafios. Outros fatores importantes incluem o uso estratégico da inteligência artificial na manufatura, a automação avançada, a mão de obra relativamente barata e uma regulação que favorece o desenvolvimento acelerado.

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No setor automotivo, montadoras chinesas como BYD e Xpeng comercializaram quase dois terços dos carros elétricos vendidos globalmente no ano passado, superando fabricantes estabelecidos como a Tesla. Em outros segmentos, como aspiradores robóticos, as marcas chinesas também predominam frente a pioneiros ocidentais como a iRobot.

Apesar da adesão relevante aos produtos chineses, persistem preocupações relacionadas à privacidade e segurança dos dados, principalmente na Europa, onde pesquisas indicam que mais de 90% dos entrevistados desconfiam de empresas chinesas de tecnologia. Como resposta a essa percepção e a barreiras comerciais, algumas companhias chinesas iniciaram a abertura de fábricas fora da China, como a BYD, que planeja inaugurar uma unidade na Hungria até o final do ano.

Medidas protecionistas impostas pelos Estados Unidos e países europeus têm levado as empresas chinesas a investir em produtos premium e a buscar presença física nos mercados para conquistar maior confiança dos consumidores. Ao mesmo tempo, fabricantes ocidentais tentam encontrar nichos específicos ou parcerias para permanecer competitivos.

Especialistas enfatizam a necessidade de maior agilidade dos órgãos reguladores na Europa para acompanhar o ritmo chinês, crucial para que as empresas locais possam inovar e competir globalmente.

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