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Economia

Chefe da Ferrari elogia tecnologia do Tesla Roadster que realiza manobras aéreas e destaca importância de inovar

Benedetto Vigna, presidente-executivo da Ferrari, elogiou o novo Tesla Roadster e ressaltou a necessidade de inovação no setor automotivo.

21/10/2026 às 03h11

Benedetto Vigna, presidente-executivo da Ferrari, comentou positivamente sobre a apresentação do novo Tesla Roadster, destacando a demonstração de manobras aéreas feitas pelo veículo graças a propulsores derivados dos sistemas da SpaceX.

Em entrevista por videoconferência a uma conferência automotiva organizada pela revista italiana “Quattroruote”, Vigna atribuiu nota 10 tanto à tecnologia do carro quanto à apresentação realizada pela Tesla. O executivo afirmou que, mesmo em um mercado consolidado, a indústria automotiva ainda comporta inovações ousadas e defendeu que as montadoras precisam assumir riscos e buscar ideias além dos seus ambientes tradicionais.

“Como europeu, obrigado por nos mostrar como, mesmo em um mundo antigo, ainda é possível inovar e ousar”, declarou o presidente da Ferrari.

Leia também: Elon Musk confirma estudo de fusão entre SpaceX e Tesla em potencial negócio bilionário

O Tesla Roadster apresentado em outubro conta com propulsores que utilizam tecnologia da SpaceX para realizar manobras aéreas, como escalar paredes e permanecer de cabeça para baixo, além de um sistema de sucção com ventiladores capaz de gerar downforce para curvas em alta velocidade. O esportivo possui mais de 1.300 cavalos de potência em tração traseira e acelera de 0 a 100 km/h em menos de um segundo.

Elon Musk, presidente-executivo da Tesla, afirmou que a produção do Roadster começará em 2028. No entanto, analistas demonstraram cautela, avaliando que a entrega do carro ainda está distante, após anos de tentativas frustradas.

Enquanto isso, a Ferrari tem atraído atenção com o seu esportivo eletrificado, o Luce, que apresenta um design arredondado e foi desenvolvido com a colaboração de Jony Ive, ex-chefe de design da Apple. Apesar da polêmica gerada pelo visual do modelo, com custo próximo a US$ 600 mil, a marca italiana afirma que o interesse pelo carro é elevado.

Sobre o processo criativo da Ferrari, Vigna ressaltou a importância da colaboração com profissionais externos à indústria automotiva e afirmou que trabalhar apenas com a equipe interna não teria gerado os mesmos resultados.

Durante a entrevista, realizada da Índia, local de um evento da Ferrari para clientes, o executivo também destacou o forte interesse pela marca naquele mercado.

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