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Suspeito de assassinar esposa em São José do Rio Preto foi

Hiago Moreira Schnornberger, condenado por homicídio qualificado em 2018, deixou a prisão em janeiro de 2026 e é investigado por feminicídio em 2026.

Hiago Moreira Schnornberger, suspeito de matar a esposa Elisângela a facadas em São José do Rio Preto (SP), havia deixado a prisão em janeiro de 2026, após cumprir pouco mais de nove anos de detenção por assassinar sua ex-namorada, Fernanda Aparecida da Silva, em 2016.

Em 2018, Hiago foi condenado a 24 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio qualificado da ex-namorada em Pitangueiras (SP). O crime ocorreu em dezembro de 2016, quando ele atraiu Fernanda para uma área afastada da cidade, onde cometeu o assassinato motivado por ciúmes e descontentamento pelo término do relacionamento. A vítima foi amarrada, vendada e esfaqueada várias vezes no peito.

Posteriormente, a condenação de Hiago foi reduzida para 14 anos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) após recurso de sua defesa, que argumentou erro no cálculo da pena. Ele conseguiu progressão para o regime semiaberto em abril de 2025 e liberdade condicional em janeiro deste ano, embasadas por atestado de bom comportamento, frequência em ensino e trabalho na unidade prisional.

Em outubro de 2026, Hiago está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São José do Rio Preto pelo feminicídio de sua esposa, Elisângela, ocorrido na quarta-feira (21). Segundo relatos, o casal mantinha um relacionamento conturbado, marcado por ciúme excessivo e crises, e estava junto há aproximadamente seis meses.

A filha da vítima, de 15 anos, presenciou as agressões após ouvir gritos e arrombar a porta do quarto onde o crime ocorreu, encontrando o padrasto esfaqueando a mãe. Ela tentou intervir, mas o suspeito fugiu a pé e descalço, conforme filmagem de câmera de segurança.

O corpo de Elisângela apresentava pelo menos três perfurações de faca e lesões de defesa, indicando luta para evitar os golpes. O caso está registrado como feminicídio, e Hiago é considerado foragido.

Esta sequência trágica de crimes coloca em evidência o desafio da prevenção de violência contra mulheres e o rigor no acompanhamento de benefícios concedidos a condenados por homicídios qualificados, especialmente com histórico de violência doméstica.

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