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São José do Rio Preto adapta novela vertical chinesa para o público brasileiro com elenco local

Produção de 60 capítulos gravada em seis dias adapta cultura asiática para cenário e atores do interior paulista.

São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, sediou a gravação da novela vertical A Revanche da Esposa Traída, uma adaptação brasileira de uma produção originalmente chinesa. A obra, composta por 60 capítulos, foi gravada em um intervalo de apenas seis dias, percorrendo 10 diferentes locações pela cidade.

A novela, desenvolvida para o formato vertical e consumo em dispositivos móveis, passou por adaptações significativas para se adequar às características culturais brasileiras. Segundo o diretor local Zé Tomaz, essas mudanças envolveram a readequação de personagens, comportamentos e até o estilo de atuação para melhor ressoar com o público nacional.

História e personagens

A trama foca na personagem Helena, interpretada por Isa Curti, que enfrenta a descoberta da verdadeira identidade do marido Yuri, vivida por Thiago Marzochi. Este último ocultava sua condição de herdeiro de uma grande fortuna para afastá-la por interesse. Paralelamente, Helena descobre a traição do marido com Elisa, personagem de Mel Matos. Após o divórcio, surge uma nova relação com Miguel (Léo Lucena), amigo antigo que assume papel central nos conflitos subsequentes da história.

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Produção acelerada e equipe local

Composta por 60 episódios produzidos em seis dias, a produção exigiu um ritmo acelerado em comparação com trabalhos cinematográficos ou publicitários tradicionais. A equipe local contou com 30 profissionais remunerados, incluindo 11 técnicos, quatro atores principais e 15 figuras de apoio nas cenas.

Locações variadas em Rio Preto serviram de cenário para a novela, como campus universitário, clínica, loja de semijoias, residências e o Polo Audiovisual do Noroeste Paulista.

Impacto cultural e perspectiva para o audiovisual local

A adaptação do conteúdo chinês para o formato brasileiro envolveu uma mudança de perspectiva cultural e técnica, considerando também a diferença de fuso horário para aprovação do material pela produtora chinesa. A iniciativa, em parceria com a produtora paulista Otzi Stars, evidenciou a capacidade da região em produzir conteúdos voltados para mercados internacionais e formatos inovadores.

O diretor Zé Tomaz destaca que a cidade vem evoluindo em infraestrutura, mão de obra qualificada e cursos voltados para o setor audiovisual, posicionando São José do Rio Preto como um potencial polo de produções desse tipo. Novas novelas verticais já têm previsão para serem gravadas no município até o final do ano.

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