Prefeitura de SP diz que reforçou frota no 2º turno de eleição
Administração diz que cumpriu ordem judicial de operar frota total em dia útil no segundo turno, mas documento não detalha números exatos de veículos.
A Prefeitura de São Paulo informou à Justiça Eleitoral que acionou as empresas de ônibus da capital duas vezes para reforçar a operação do transporte público no domingo (25), data do segundo turno das eleições. A administração alega ter cumprido integralmente a ordem judicial que determinou a circulação de 100% da frota utilizada em dias úteis, e pediu para não ser multada pela suposta redução da oferta de ônibus.
Apesar da manifestação oficial, o documento enviado pela Prefeitura não detalhou quantos veículos realmente circularam durante o dia. A defesa destacou que as concessionárias receberam as orientações para operar com frota e programação habituais, incluindo uma reserva técnica mínima de 10% destinada a terminais e linhas em zonas periféricas e socialmente vulneráveis nas regiões Leste, Sul e Norte.
De acordo com a Prefeitura e a SPTrans, o primeiro contato com as operadores foi feito no sábado pela tarde, seguido de novo acionamento no domingo durante a tarde, com acompanhamento técnico constante para garantir a operação.
A gestão municipal também esclareceu que alguns ônibus exibindo o letreiro “Reservado” faziam parte da logística normal, sendo deslocados para terminais, reforço de linhas com maior demanda e movimentação da reserva para as periferias, e negou que houvesse retenção proposital dos veículos para reduzir o serviço.
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), após o envio das informações pela Prefeitura foi aberta vista ao Ministério Público, que deverá se manifestar antes de uma decisão final sobre eventual aplicação de multa.
O TRE-SP havia fixado multa de R$ 100 mil para o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e para o presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, caso a determinação de circulação total da frota não fosse cumprida. Entretanto, relatos de passageiros nas redes sociais e levantamento do próprio g1 apontaram que a frota operante no domingo estava aquém do exigido, com esperas prolongadas e veículos parados em diversos pontos da cidade.
Anteriormente, o PT denunciou à Justiça que apenas 60% da frota estava em circulação, enquanto um levantamento independente indicou que 71% dos ônibus estavam operando no período da tarde, abaixo da totalidade requerida.
Após a conclusão do segundo turno, o Brasil define o mapa político dos governos estaduais a partir de 2027.
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