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Policiais são investigados após obrigar adolescente a vestir

Mãe denuncia que policial zombou da situação e que jovem foi agredido durante abordagem, enquanto Polícia Militar investiga o caso em Piracicaba.

Um adolescente de 17 anos foi apreendido em Piracicaba (SP) por suspeita de tráfico de drogas. A mãe do menor denunciou que policiais militares o obrigaram a vestir uma camisa alusiva à campanha do Partido dos Trabalhadores (PT) durante a abordagem. Segundo ela, antes da ação, o jovem usava uma regata azul e os agentes estariam usando as camisetas do PT para vestir os detidos.

De acordo com a mulher, um dos policiais riu e comentou “menos três votos para domingo”, em referência às eleições, durante o episódio. Além disso, ela relatou que o jovem foi agredido por policiais, assim como sua filha de 14 anos, que tentou intervir. O adolescente foi encaminhado à Fundação Casa, enquanto dois outros adultos, de 21 e 24 anos, foram presos; o mais jovem foi liberado mediante medidas cautelares.

Duas mulheres que trabalham na campanha do PT na comunidade disseram que policiais teriam retirado as camisetas da campanha delas para vestir os suspeitos. A defesa de um dos policiais nega as acusações, afirmando ser necessário esclarecer a investigação completa. A Polícia Militar do Comando de Policiamento de Área 9 (CPA-9) instaurou investigação preliminar para apurar as denúncias.

O PT encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República pedindo que o Ministério Público Eleitoral investigue o ocorrido, alegando que a ação poderia ser uma montagem para prejudicar a campanha do partido. O caso foi registrado como tráfico de drogas, porte ilegal de arma e ato infracional.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, os policiais agiram após denúncia via 190 apontando que três indivíduos estariam com camisetas do então candidato à Presidência e envolvidos em tráfico, com um deles supostamente armado. Durante a abordagem, foram apreendidas 160 porções de cocaína, um revólver e dinheiro. O senador eleito Guilherme Derrite comentou que a publicação que circulou nas redes buscava apenas alertar sobre aliciamento de jovens pelo tráfico, sem fazer referência às camisetas.

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