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Policiais em Piracicaba podem responder por quatro crimes ao

Em Piracicaba (SP), policiais militares são investigados por forçar suspeitos de tráfico a usarem camisetas de campanha do PT durante abordagem.

Em Piracicaba, interior de São Paulo, quatro crimes são atribuídos a policiais militares que teriam obrigado suspeitos de tráfico de drogas a vestirem camisetas alusivas à campanha do Partido dos Trabalhadores (PT). A denúncia foi formalizada em boletim de ocorrência registrado na delegacia local na noite de 22 de outubro, por militantes da sigla.

A Polícia Civil identificou os crimes como ameaça, constrangimento ilegal e dois casos de abuso de autoridade — incluindo constrangimento mediante violência ou grave ameaça e invasão de imóvel sem consentimento do ocupante.

O caso está sob investigação da Corregedoria da Polícia Militar, que apura a conduta dos agentes que, segundo relatos, teriam vestido os detidos com camisetas do PT antes de levá-los à delegacia. Segundo o delegado Alex Adami, por se tratar de policiais em exercício, o processo seguirá pelo inquérito penal militar.

Conforme depoimento de um dos suspeitos, de 21 anos, os policiais encontraram as camisetas em um barraco e exigiram que os detidos as vestissem. No entanto, familiares e militantes contestam essa versão e declaram que os suspeitos não usavam tais camisetas no momento da abordagem, acusando os agentes de forjar a situação ao retirar camisetas de militantes para vestir os presos.

A Polícia Militar instaurou procedimento para apurar o episódio após repercussão e imagens mostraram os detidos na delegacia com as camisetas do PT. Em paralelo, a Ouvidoria das Polícias solicitou o afastamento imediato dos agentes envolvidos, enquanto o Ministério da Justiça cobra esclarecimentos e a preservação de provas, como imagens de câmeras corporais e registros de chamadas ao 190.

O Partido dos Trabalhadores acionou a Procuradoria-Geral da República para que o Ministério Público Eleitoral investigue o caso, alegando a possibilidade de fraudes visando prejudicar a campanha eleitoral.

Desde 21 de outubro, as prisões se deram durante uma ação em que foram apreendidas 160 porções de cocaína, um revólver calibre .32 com numeração suprimida e dinheiro em espécie. Após audiência, um dos suspeitos foi liberado com medidas cautelares, outro permanece preso, e um adolescente foi encaminhado à Fundação Casa.

As investigações seguem para confirmar se os suspeitos realmente usavam as camisetas antes da abordagem, além de apurar denúncias de agressões e ofensas proferidas durante a ação policial. As apurações envolvem múltiplos órgãos e aguardam divulgação das evidências coletadas.

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