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Polícia Civil investiga seis mortes de bebês em hospital da Zona

São apuradas mortes de bebês entre zero e três anos por infecções após cirurgias no Hospital Salvalus, na Mooca, com inquérito em andamento.

A Polícia Civil de São Paulo iniciou um inquérito para apurar ao menos seis mortes de bebês ocorridas no Hospital Salvalus, localizado no bairro da Mooca, na Zona Leste da capital paulista. As vítimas tinham entre zero e três anos de idade e teriam morrido em decorrência de infecções hospitalares, como sepse e outras complicações, após realização de cirurgias.

O hospital investigado faz parte da rede Hapvida, vinculada ao grupo NotreDame Intermédica. A Secretaria de Segurança Pública afirmou que os casos estão sendo examinados no 8º Distrito Policial do bairro. A apuração inclui coleta de depoimentos de profissionais de saúde e testemunhas, além da análise detalhada dos prontuários médicos para esclarecer as causas das mortes.

Representando três mães que perderam seus filhos, a assistente jurídica Eduarda Fragnan Gomes relatou que existem ao menos 19 famílias que tiveram crianças vítimas em intervenções cirúrgicas realizadas no hospital nos últimos seis meses. Segundo ela, essas cirurgias foram feitas para corrigir má formações digestivas e outras condições com baixíssimas chances de morte, o que gera preocupação entre os familiares.

Casos já foram registrados em diversas delegacias, incluindo municípios da Grande São Paulo, como Praia Grande e Itaquaquecetuba, além de outras regiões da capital. Novos registros devem ser feitos nas próximas semanas à medida que outras famílias buscarem acompanhar o processo investigativo no 8º DP do Brás.

Posicionamento do Hospital Salvalus

Em nota, o Hospital Salvalus afirmou que ainda não recebeu notificações formais a respeito dos casos mencionados, mas que permanece à disposição das autoridades para esclarecimentos, respeitando o sigilo médico e a privacidade dos pacientes. Destacou que as situações clínicas das crianças atendidas são distintas e não podem ser atribuídas a uma única causa sem comprovação técnica.

A unidade ressaltou ser referência em maternidade de alto risco e pediatria de alta complexidade, atendendo mais de mil crianças no ano, incluindo casos graves de prematuridade extrema, síndromes genéticas e infecções que demandam cuidados especializados. As avaliações realizadas até o momento indicam diferentes históricos clínicos, sem identificação de origem infecciosa comum.

O hospital também enfatizou que alegações generalizadas podem aumentar a angústia das famílias que enfrentam vulnerabilidades, mantendo canais de acolhimento e avaliação contínua da segurança assistencial.

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