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Navio histórico Professor W. Besnard é retirado do Porto de

A embarcação que realizou mais de 260 expedições científicas foi removida e levada a estaleiro para perícia técnica.

O navio histórico Professor W. Besnard, que afundou parcialmente no cais do Valongo, no Porto de Santos, foi retirado nesta sexta-feira (23). A embarcação foi levada a um estaleiro em Guarujá, onde passará por perícia técnica para avaliar a possibilidade de recuperação e eventual retorno às condições de navegação.

A operação de remoção foi conduzida pela Autoridade Portuária de Santos (APS) em parceria com a empresa Marfort Serviços Marítimos. Cerca de 80 trabalhadores participaram da ação, que contou com o apoio de quatro rebocadores e teve duração aproximada de uma hora.

O Professor W. Besnard havia adernado em 13 de março deste ano, após entrada de água da chuva na embarcação, que estava parada para reformas desde 2008, após sofrer um incêndio que a deixou fora de operação. Antes disso, o navio foi doado ao Instituto do Mar (Imar).

Para executar a retirada emergencial, a APS firmou contrato no valor de R$ 8,6 milhões com a Marfort. A expectativa inicial era realizar a remoção ainda em maio, mas os prazos foram ultrapassados, e a operação só foi concluída em outubro.

Perícia técnica e futuro da embarcação

Localizado em estaleiro no distrito de Vicente de Carvalho, no Guarujá, o navio passará por avaliação detalhada para verificar se o casco pode ser recuperado. Segundo o presidente da APS, Anderson Pomini, a perícia vai determinar se a embarcação poderá voltar a navegar ou se será recuperada apenas para manter-se flutuando.

Em junho, a Marfort finalizou os trabalhos de reflutuação, que contaram com uso de guindaste e bombas de sucção para retirar o navio da posição de adernamento.

Histórico do Professor W. Besnard

O navio foi construído por encomenda do governo paulista e lançado ao mar em 1966, com 49,3 metros de comprimento. Realizou mais de 260 viagens de pesquisa, percorrendo a costa brasileira, realizando expedições ao arquipélago de Cabo Verde e coletando dados em mais de 10 mil pontos científicos.

Notabilizou-se por levar a primeira equipe científica brasileira à Antártica e por formar múltiplos pesquisadores ao longo das décadas. Passou por duas reformas na década de 1990 antes do grande incêndio em 2008 que interrompeu suas operações.

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