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Jiboia é adotada em sítio de Orindiúva e ganha espaço especial batizado de Margarida

Jiboia passa a conviver pacificamente com moradores e animais em sítio de Orindiúva, com espaço próprio e sem representar perigo.

Uma jiboia foi acolhida por moradores de um sítio em Orindiúva, interior de São Paulo, onde passou a viver no quintal, em um cantinho especialmente reservado para ela. Batizada de Margarida, a cobra se tornou uma presença constante e tranquila no local.

Os moradores Célia Ferreira Borges da Silva e Edivaldo Borges da Silveira inicialmente ficaram assustados ao encontrar o réptil no quintal, mas após algumas tentativas de removê-la de forma segura, a jiboia retornou. Diante disso, decidiram adequar um espaço com tapumes no fundo do quintal para que Margarida pudesse repousar e se sentir segura.

A convivência com a jiboia passou a ser encarada com naturalidade. Segundo a dona de casa Célia, Margarida passa a maior parte do tempo dormindo e raramente explora o sítio durante o dia. A cobra não demonstra agressividade e nunca atacou outras espécies da propriedade, como galinhas, pintinhos ou os quatro cachorros da família.

Apesar do receio inicial, Célia destaca que a jiboia nunca entrou na casa e brinca dizendo que ela é "mais educada que qualquer ser humano". Além disso, mantém uma janela aberta próxima do local onde o animal se abriga sem temer que ele invada a residência.

Esclarecimento da bióloga sobre o réptil

A bióloga Laira Rafaela Ribeiro esclarece que a jiboia não é venenosa e não representa perigo aos moradores. A especialista destaca que o animal, que tem hábitos noturnos, busca ambientes frescos e com boa ventilação para se esconder, condição atendida pelo espaço criado pelos moradores.

O agricultor Edivaldo, que cultiva hortaliças no sítio, observa de forma bem-humorada a rotina da jiboia, dizendo que ela "fica ali à vontade, dorme o dia inteirinho", sugerindo que a cobra leva uma vida tranquila no local.

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