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Influenciadoras trans Malévola e amiga retornam ao Brasil após

Mariana Alves e Bruna Mercatelli foram detidas por dois dias em Alexandria, pagaram fiança e denunciam humilhação e transfobia.

As influenciadoras brasileiras trans Mariana Alves, conhecida como Malévola, e Bruna Mercatelli desembarcaram na noite de quinta-feira (22) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, após ficarem dois dias presas no Egito sob a acusação de "comportamento obsceno".

Segundo relato das influenciadoras, elas foram detidas em Alexandria por policiais egípcios que as acusaram de assediar pessoas nas ruas através de gravações e publicações de vídeos considerados ofensivos e com gestos de cunho sexual. Elas pagaram uma fiança conjunta de aproximadamente R$ 8 mil e foram liberadas para responder ao processo em liberdade.

Em vídeo enviado ao g1, Malévola comentou que foi "muito humilhada" durante a detenção, relatando que tiveram restrição de alimentos, água e comunicação por cerca de 24 horas, permanecendo em uma sala da delegacia sentadas em cadeiras de ferro. "Tive de ficar pelada para eles verem meu órgão genital. Só assim para me tratar bem porque eles viram que eu era mulher", afirmou.

A defesa das influenciadoras informou que acionará o Itamaraty e organismos internacionais de direitos humanos para apurar as denúncias de transfobia e abuso da polícia egípcia. O advogado Jonatha Carvalho Matos pretende que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil realize intermediação diplomática e que comissões internacionais também tomem conhecimento dos fatos.

Malévola também compartilhou em suas redes sociais que sofreu crises de ansiedade e pânico após a prisão e afirmou que a detenção ocorreu devido às suas identidades de gênero. Seu celular foi apreendido pelas autoridades locais e não foi devolvido ao retornarem ao Brasil.

As influenciadoras destacaram o apoio e carinho recebido por brasileiros ao chegarem no país, dizendo que não pretendem voltar ao Egito diante da experiência sofrida.

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