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Influenciadora presa por suspeita de vender produtos estéticos

Fabiana Sponchiado Domenici foi detida após apreensão de toxina botulínica e medicamento proibido em sua clínica.

A influenciadora Fabiana Sponchiado Domenici, de 38 anos, foi presa em Sertãozinho, interior de São Paulo, na sexta-feira (23), por suspeita de vender produtos estéticos vencidos em sua clínica de beleza. A ação, realizada pela Polícia Civil, aconteceu após denúncia encaminhada pelo Setor de Posturas da Prefeitura da cidade.

No local, os agentes encontraram toxina botulínica com validade expirada e frascos de tirzepatida, medicamento proibido para uso no Brasil, armazenados indevidamente em um frigobar da clínica. Também foram localizados anestésicos e outros produtos fora do prazo de validade. Conforme apurado, o armazenamento do medicamento proibido configura crime previsto no artigo 273 do Código Penal, com pena prevista de 10 a 15 anos de reclusão.

Durante o depoimento, Fabiana alegou que a tirzepatida pertencia à sua mãe, contestando a versão de que o produto seria de clientes. Segundo o delegado responsável, Rodrigo Pimentel Bortoleto, a influenciadora apresentou resistência durante a abordagem policial, chegando a tentar esconder seu celular, o que resultou na necessidade de uso de algemas.

Além disso, a Polícia Civil investiga a possível atuação de Fabiana como biomédica sem possuir formação na área. De acordo com informações, a influenciadora está cursando biomedicina, mas ainda não concluiu a graduação. As autoridades devem enviar ofício ao órgão regulador competente para apurar quais procedimentos ela está autorizada a realizar atuando apenas como esteticista.

A defesa de Fabiana, representada pela advogada Luana Lopes da Silva, negou as acusações de uso e venda de produtos vencidos e destacou que a influenciadora está à disposição para colaborar com as investigações, aguardando a comprovação da verdade por meio das provas a serem apresentadas.

Fabiana permanece detida, e deverá passar por audiência de custódia no sábado (24). O caso segue sob investigação para apurar todas as irregularidades relacionadas à administração de medicamentos e à atuação profissional irregular.

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