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Governo de SP inicia demolição de 61 casas no Jaguaré

Demolição das moradias afetadas começará nesta segunda, como parte de acordo para reconstrução e reforma na região.

O governo do estado de São Paulo iniciou nesta segunda-feira (26) a demolição de 61 moradias na comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no Jaguaré, Zona Oeste da capital. A medida ocorre cinco meses após uma explosão causada pelo rompimento de uma tubulação de gás durante uma obra da Sabesp que matou duas pessoas e feriu outras.

O acidente aconteceu em 11 de maio, quando uma obra da Sabesp atingiu uma tubulação de gás da Comgás, provocando a explosão na Rua Floresto Bandecchi. O vigilante noturno Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, e Francisco Altino, que estava hospitalizado, morreram em consequência do incidente.

Segundo o governo estadual, a demolição das 61 unidades faz parte do acordo entre a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) e a Sabesp, que prevê investimento de R$ 5,4 milhões para demolição, reconstrução e reforma de imóveis atingidos.

A primeira etapa da obra contempla a demolição manual dos imóveis em uma área de 5,3 mil metros quadrados, além de contenção, estabilização e retirada de entulhos. A previsão é que esta fase termine em janeiro de 2027.

As casas demolidas pertenceram a famílias que já foram direcionadas para atendimento habitacional pela Sabesp, segundo a CDHU.

A segunda etapa prevê a reconstrução de cinco casas e a reforma de cerca de 200 unidades, com início estimado para o final de 2026. Os serviços de reforma incluirão reparos estruturais, melhoria na ventilação, acessibilidade, pintura, instalação elétrica e hidráulica.

Conforme o acordo, a Sabesp será responsável pela contratação e pagamento das obras, enquanto a CDHU ficará encarregada do gerenciamento e fiscalização técnica, não havendo transferência financeira entre as duas instituições.

Além disso, o governo anunciou que será construído um novo espaço público com praças e áreas verdes na região, projeto que ainda está em fase de estudos sem data prevista para início das obras.

Após o acidente, a Sabesp e a Comgás forneceram assistência emergencial às famílias, como hospedagem, auxílio financeiro e ressarcimento por danos materiais. A Polícia Civil e órgãos técnicos investigam as circunstâncias da explosão.

Ao longo dos meses, moradores cobraram soluções definitivas, especialmente para aqueles que perderam suas casas e estavam em abrigos temporários ou em casas alugadas.

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