Franca investe R$ 35,9 milhões em obras para conter enchentes históricas até 2027
Três grandes projetos de drenagem com recursos federais e municipais visam reduzir alagamentos na cidade paulista.
Com a chegada da primavera e histórico recente de fortes chuvas, a cidade de Franca, no estado de São Paulo, está executando três grandes obras de drenagem orçadas em R$ 35,9 milhões para conter enchentes que tradicionalmente afetam a região. Os projetos contemplam intervenções no Córrego dos Bagres, no Córrego Cubatão e no Jardim Palmeiras, com previsão de conclusão entre 2026 e 2027.
O empreendimento de maior valor, no Córrego dos Bagres, tem contrato de R$ 22,75 milhões com a Tessalia Construtora e Incorporadora e prevê o alargamento do canal na Avenida Doutor Antônio Barbosa Filho, entre as ruas Simão Caleiro e Avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso. A obra inclui também a demolição de uma ponte antiga e a construção de uma nova travessia onde o córrego encontra o Cubatão, a fim de eliminar represamento de água. Até o momento, foram pagos aproximadamente R$ 299 mil, correspondentes a 1,31% do contrato.
Outra intervenção, no Córrego Cubatão, objetivando o alargamento e aprofundamento do leito sob o viaduto das avenidas Major Nicácio e Doutor Ismael Alonso y Alonso, foi contratada por R$ 10,26 milhões junto à Planex Engenharia com prazo até maio de 2027. Apesar de nenhum pagamento registrado até então, especialistas indicam que isso não representa paralisação, mas trâmites burocráticos.
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Por fim, o projeto do Jardim Palmeiras, orçado em R$ 2,9 milhões, contempla drenagem e contenção da erosão em afluente do Córrego Engenho Queimado para proteger residências próximas. Patrocinado pelo Consórcio Excoima Infraestrutura e Pavimentações, esse é o lote com maior execução financeira, com cerca de 26% do valor pago até o momento e conclusão prevista para outubro de 2026.
De acordo com o coordenador executivo do Observatório Social do Brasil em Franca, Willian Karan Junior, a execução durante o período chuvoso exige monitoramento constante para evitar que as obras criem novos obstáculos na drenagem. Ele alerta que uma obra em andamento não deve ser interpretada como proteção integral contra enchentes.
As intervenções são financiadas com recursos federais e municipais e estão dentro do cronograma estabelecido, buscando reduzir a vulnerabilidade da cidade a eventos de chuva intensa, como o registrado em janeiro de 2026, quando mais de 80 milímetros caíram em apenas duas horas, causando alagamentos que paralisaram avenidas principais.
Os pagamentos às construtoras têm sido realizados conforme medição e progressão dos serviços, e o Observatório Social aguarda documentação detalhada para avaliação precisa da execução física das obras.
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