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Fenômeno natural cria ilusão de 'cachoeira no céu' na maior boca

Vídeo de queda d'água em meio a halo solar na Casa de Pedra viraliza com mais de 8 milhões de visualizações.

Um fenômeno natural impressionante foi registrado na Casa de Pedra, reconhecida como a maior boca de caverna do mundo, localizada em Iporanga, interior de São Paulo. O vídeo, gravado pelo guia de montanha Giba Morais, mostra uma queda d'água que aparenta cair do céu, criando uma ilusão visual rara, especialmente por estar em meio a um halo solar — um enorme anel de luz ao redor do Sol, causado pela refração da luz em cristais de gelo presentes em nuvens altas.

Segundo Giba, que trabalha em Curitiba (PR) e visitou a região no dia 17 de outubro de 2026 acompanhado de três amigos e um monitor local, a água visível não é uma cachoeira tradicional de rio, mas sim uma queda natural originada das fissuras do teto rochoso da caverna, funcionando como um chuveiro natural. A boca da caverna tem 197,1 metros de altura, o que contribui para o impressionante efeito visual.

As imagens, capturadas com um iPhone 15 Pro, rapidamente viralizaram nas redes sociais, ultrapassando oito milhões de visualizações. O vídeo despertou reações admiráveis de internautas do mundo inteiro, surpreendendo inclusive o próprio guia, que descreveu o momento como extraordinário.

Casa de Pedra e sua importância científica e ambiental

O título de maior boca de caverna do mundo foi confirmado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) após uma expedição científica que combinou tecnologia avançada, caminhadas intensas e condições de risco. A região do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), onde a Casa de Pedra está situada, abriga mais de 400 cavernas e uma rica biodiversidade da Mata Atlântica, com registros de espécies como arapongas, porcos-do-mato, onças e jaguatiricas.

A área da Casa de Pedra foi fechada ao turismo em 2003 após um acidente fatal durante uma tromba d’água. Atualmente, a visitação no interior da caverna está restrita até a implementação do Plano de Manejo Espeleológico do Petar. Entretanto, é permitido fazer a trilha de cerca de três horas até o pórtico da caverna, percurso realizado por Giba e seu grupo.

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