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Bebê de 2 anos sofre morte cerebral após agressões em

Micael Davi Costa de Silva foi internado com graves lesões e fraturas; família confirma morte encefálica e irmãos estão sob proteção institucional.

A morte encefálica do menino Micael Davi Costa de Silva, de 2 anos, foi confirmada nesta quinta-feira (22) em Araçatuba (SP). A criança estava internada desde segunda-feira (19) na Santa Casa da cidade com lesões graves, incluindo ferimentos no crânio, fraturas nos ombros, costas e em uma das pernas, além de comprometimento pulmonar.

Micael foi entubado e seu estado era considerado grave. A equipe médica desconfiou da versão apresentada pela mãe e pelo padrasto, de que o garoto teria sofrido uma queda do berço. Investigações indicam que as lesões não são compatíveis com tal acidente, e o casal foi preso sob suspeita de agressão.

Segundo relatos da polícia, a criança já havia recebido atendimento médico anteriormente, com a mesma justificativa de queda por parte da mãe e do padrasto, ocorrendo em agosto e outubro deste ano. Nos últimos atendimentos, ele apresentava inchaço e dores em diferentes partes do corpo.

Após confirmação da morte encefálica, foi iniciado o protocolo do hospital, que dura 72 horas, período em que foram realizados testes para avaliar a função cerebral. Conforme o tio de Micael, Guilherme da Costa, o cérebro do menino já não funcionava desde segunda-feira, embora o restante do corpo mantivesse atividade.

Os outros dois irmãos de Micael estão sob acolhimento institucional pelo Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (SAICA), vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social. A Justiça determinou suas medidas protetivas após a prisão dos responsáveis.

A Prefeitura de Araçatuba manifestou pesar pelo falecimento do menino e ressaltou o compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes. As providências para o sepultamento estão sendo tomadas conforme determinações legais.

Em resposta à reportagem, o hospital ressaltou que não divulgará informações detalhadas do paciente devido ao sigilo médico e proteção de dados pessoais, assim como não confirmou a possibilidade de doação de órgãos.

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