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SC tem 340 vagas em abrigos para vítimas de violência em 14 cidades

Estado tem apenas um abrigo estadual e 14 municipais para mulheres em situação de violência, e governo busca ampliar vagas.

Santa Catarina possui apenas 14 cidades com abrigos para acolher mulheres vítimas de violência doméstica, oferecendo 340 vagas no total. Essa estrutura limitada gera dificuldades para atender todas as demandas das vítimas no estado.

Além de fornecer moradia e alimentação, os abrigos contam com equipes multidisciplinares que auxiliam as mulheres na reconstrução da vida, na retomada da autonomia financeira e na busca por emprego. As crianças e adolescentes que acompanham as vítimas também são acolhidos e podem ser matriculados em escolas próximas.

De acordo com a Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família, existia até novembro de 2026 um abrigo estadual, localizado na Grande Florianópolis, com capacidade para 20 mulheres. Os demais 14 abrigos são municipais ou mantidos em parceria com o governo estadual.

A defensora pública Anne Theive Auras destaca que o número de vagas é insuficiente e que muitas mulheres vítimas acabam recebendo acolhimento alternativo, como auxílio-aluguel, permanência em hotéis sociais ou passagens para retorno ao município de origem.

Há desigualdade na distribuição desses abrigos, concentrados principalmente nas regiões Norte e Litoral Norte (três unidades em cada região). O Vale do Itajaí e a Grande Florianópolis contam com duas unidades cada, enquanto as regiões Oeste, Meio-Oeste, Serra e Sul possuem somente um abrigo cada.

Os endereços dos abrigos são sigilosos, previstos em protocolos de segurança rigorosos e conhecidos por forças policiais. Em casos emergenciais, a Polícia Militar encaminha as vítimas para esses locais, onde também ocorre o suporte jurídico, inclusive com solicitação de medidas protetivas de urgência.

A manutenção dos abrigos enfrenta desafios financeiros, especialmente em municípios menores. Como alternativa, a defensora pública sugere a criação de consórcios regionais, onde várias cidades dividem custos para manter uma estrutura de acolhimento conjunta.

Buscando ampliar a oferta, a Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família lançou um edital em 2026 para contratar 60 vagas extras em abrigos administrados por Organizações da Sociedade Civil (OSCs). O objetivo é fortalecer regiões carentes dessas estruturas, embora poucas entidades tenham apresentado projetos capacitados para gerir o serviço.

Enquanto isso, mulheres vítimas de violência nos municípios sem abrigos podem procurar os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), que atuam em parceria com a Rede Catarina da Polícia Militar para encaminhamentos adequados.

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