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Assessor de Jair Renan investigado por agredir primo pede exoneração

Gustavo Schiphorst solicitou saída após investigação por agressão familiar em Florianópolis, ocorrida após eleição presidencial.

A vítima, Marcelo Ribeiro Delgado Junior, e o homem investigado por agressão, Gustavo Schiphorst
A vítima, Marcelo Ribeiro Delgado Junior, e o homem investigado por agressão, Gustavo Schiphorst — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Gustavo Schiphorst, assessor parlamentar do vereador de Balneário Camboriú e deputado federal eleito Jair Renan Bolsonaro (PL), pediu exoneração do cargo nesta sexta-feira (30). Ele é investigado pela Polícia Civil por agredir seu próprio primo, Marcelo Ribeiro Delgado Junior, na noite de domingo (25), em Florianópolis.

A agressão ocorreu após a vitória de Lula nas eleições presidenciais e resultou em fraturas no braço da vítima, que também foi atingida por garrafas. Segundo boletim de ocorrência, a mãe, o pai de Gustavo e um amigo também participaram do ato violento.

O conflito teria começado quando garrafas foram arremessadas contra a casa da família da vítima, quase atingindo um filho do casal. Marcelo foi à casa dos agressores pedir que a ação parasse, momento em que sofreu agressões físicas.

A esposa de Marcelo também foi agredida ao tentar intervir. Depois, Marcelo e a esposa solicitaram medida protetiva contra os três familiares, deferida pela Justiça com base na Lei Maria da Penha, proibindo-os de se aproximar da família em menos de 200 metros.

Gustavo trabalhava como assessor desde julho de 2026, com remuneração mensal de R$ 4.441,96 e expediente das 13h às 19h. Além do cargo, é estudante de Administração Pública na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que informou que encaminhará o caso às instâncias competentes diante da gravidade dos fatos.

A equipe de comunicação do vereador confirmou o pedido de exoneração do assessor e informou que a situação foi tratada inicialmente como conflito familiar. Jair Renan Bolsonaro reiterou discordar de qualquer forma de violência e declarou aguardar a apuração das autoridades para providências.

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