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UFPel lança app que registra 200+ atropelamentos de animais no RS

Ferramenta 'Alerta Animal' registra casos e ajuda a identificar trechos perigosos para fauna e motoristas.

Veado no Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre da UFPel (NURFS)
Veado no Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre da UFPel (NURFS) — Foto: Reprodução/ RBS TV

Pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) desenvolveram o aplicativo "Alerta Animal" para registrar e mapear atropelamentos de animais nas estradas do Rio Grande do Sul.

Macaco no Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre da UFPel (NURFS)
Macaco no Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre da UFPel (NURFS) — Foto: Reprodução/ RBS TV
Aplicativo "Alerta Animal, do Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre da UFPel (NURFS)
Aplicativo "Alerta Animal, do Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre da UFPel (NURFS) — Foto: Reprodução/ RBS TV

A ferramenta visa identificar os locais onde ocorrem mais acidentes envolvendo fauna, com o objetivo de oferecer dados precisos para ações de proteção aos animais e aumentar a segurança para os condutores.

Aplicativo "Alerta Animal, do Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre da UFPel (NURFS)
Aplicativo "Alerta Animal, do Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre da UFPel (NURFS) — Foto: Reprodução/ RBS TV

O funcionamento é simples: ao encontrar um animal atropelado, o usuário registra a espécie no aplicativo. O sistema grava as coordenadas geográficas do local automaticamente e permite o envio de fotos da ocorrência.

Segundo o Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre (NURFS) da UFPel, o problema é maior do que os números indicam. Nos últimos cinco anos, o núcleo atendeu mais de 150 mamíferos vítimas de atropelamentos, e estima-se que muitos casos não sejam registrados devido à morte imediata dos animais.

Desde março deste ano, o aplicativo já contabilizou mais de 200 registros de atropelamentos, ampliando o banco de dados para análise dos pontos mais críticos.

Uso dos dados para proteção da fauna e trânsito

A coordenadora do NURFS, Raqueli França, explica que o mapeamento auxiliará na identificação de trechos com maior incidência de atropelamentos.

Essas informações poderão fundamentar estratégias de mitigação, como implantação de passagens específicas para a fauna, monitoramento dos locais e redução de velocidades em áreas de risco.

Além disso, os dados registrados no momento do resgate facilitam o trabalho de reabilitação do núcleo, permitindo saber com precisão onde os animais foram atropelados.

Risco para motoristas

A Polícia Rodoviária Federal ressalta que colisões com animais representam risco significativo especialmente quando envolvem espécimes de porte maior.

Os acidentes podem envolver tanto animais domésticos fora das áreas de cuidado quanto espécies silvestres que cruzam as vias, colocando em risco os condutores que, muitas vezes, têm pouca tempo para reagir.

Tags: UFPelaplicativoatropelamentos de animaisfauna silvestresegurança no trânsito

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