RS vota em candidato derrotado em 7 das 9 presidenciais
Desde 1989, o RS escolheu o perdedor em 7 dos 9 pleitos presidenciais, votando em Lula e Jair Bolsonaro apenas em 2002 e 2018.
O Rio Grande do Sul tradicionalmente apresenta um padrão eleitoral singular: em sete das nove eleições presidenciais realizadas desde a redemocratização, a maioria dos eleitores gaúchos votou no candidato que acabou derrotado.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas em duas ocasiões – nas eleições de 2002 e 2018 – o candidato mais votado no estado foi também o vencedor da disputa presidencial nacional. Em 2002 o apoio gaúcho foi decisivo para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto em 2018, Jair Bolsonaro (então no PSL) conquistou a maioria dos votos dos gaúchos.
Nas eleições mais recentes de 2026, Flávio Bolsonaro (PL) liderou no Rio Grande do Sul com 57,84% dos votos válidos, superando Lula (PT), que obteve 42,16%. Contudo, Flávio Bolsonaro não foi eleito presidente.
Essa tendência de votar no candidato derrotado tem origem na eleição de 1989, a primeira presidencial após a Constituição de 1988, quando apesar do amplo apoio de Leonel Brizola no estado, que obteve 62,66% dos votos válidos no Rio Grande do Sul, ele não avançou para o segundo turno. Naquele pleito, Lula teve a maior votação em quatro unidades federativas, incluindo o RS, onde registrou 68,72% dos votos válidos na primeira etapa, mas o presidente eleito foi Fernando Collor de Mello.
Nas eleições seguintes, o padrão se confirmou: os gaúchos votaram majoritariamente em Lula em 1994 e 1998; em Geraldo Alckmin (PSDB) em 2006; em José Serra (PSDB) em 2010; em Aécio Neves (PSDB) em 2014; em Jair Bolsonaro (PL) em 2022; e novamente em Flávio Bolsonaro (PL) em 2026, mesmo sem que esses candidatos tenham sido eleitos presidente em âmbito nacional.
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