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Renata Pimentel é suspensa por ataques em redes sociais

Servidora foi suspensa e responderá a processo administrativo por publicações ofensivas em redes sociais.

Redes sociais da meta facebook, instagram e whatsapp
Redes sociais. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A procuradora do município de Macaé, Renata Pinto Rodrigues Pimentel Ribeiro, foi afastada de suas funções por 30 dias nesta quinta-feira (29) após divulgação de postagens consideradas ofensivas e discriminatórias feitas por ela nas redes sociais. O afastamento foi oficializado pela Prefeitura e está acompanhado da abertura de um processo administrativo disciplinar contra a servidora.

As publicações feitas por Renata em seu perfil privado sugeriam que empresas não contratassem pessoas oriundas do Nordeste e de Minas Gerais, além de manifestar ataques contra integrantes do partido político PT. A repercussão gerou indignação e a instauração de um inquérito pela Polícia Civil para investigar o caso.

Repercussão e posicionamentos

Entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) repudiaram as declarações, enfatizando que a liberdade de expressão não pode servir de justificativa para atos discriminatórios, hostis ou excludentes baseados em origem, condição social ou orientação política.

Leia também: Polícia Civil investiga boicote a empresas de apoiadores de Lula em MT

O PT de Macaé também se manifestou por meio de nota, destacando que as mensagens ultrapassaram o âmbito da disputa política e atingiram diretamente a dignidade de pessoas que vivem e trabalham na cidade.

A Prefeitura de Macaé rechaçou as declarações atribuídas à procuradora, classificando-as como ofensivas e discordantes dos valores e posicionamento institucional do município.

Posição da procuradora

Renata Pimentel afirmou em entrevista que as publicações ocorreram em perfis que considerava privados e que foram divulgadas sem seu consentimento. Ela explicou que escreveu as mensagens "de cabeça quente" e que se sentiu traída por pessoas próximas que fizeram capturas e espalharam o conteúdo.

Reconheceu ainda que, como procuradora, continuará a exercer suas funções com imparcialidade e integralidade, embora tenha expressado que no momento de irritação tenha feito os comentários polêmicos, inclusive afirmando não pretender apagar as postagens para não agir de forma covarde.

Investigação em andamento

A Polícia Civil de Macaé instaurou inquérito para apurar o possível crime relacionado às postagens ofensivas da servidora pública. Paralelamente, o processo administrativo disciplinar deve definir as penalidades cabíveis ao caso.

Tags: AfastamentoDiscriminaçãoMacaéPolícia CivilProcuradora

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