Jovem de 23 anos aguarda 4ª cirurgia no Into após 3 falhas
Ketellyn Cristine aguarda nova cirurgia para tratar complicações no braço após acidente de carro em 2022.
Ketellyn Cristine, jovem de 23 anos, aguarda a realização de uma nova cirurgia no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, para tratar complicações de uma fratura no braço. Ela sofreu um acidente de carro em junho de 2022 e já passou por três procedimentos cirúrgicos que não solucionaram o problema.
A jovem perdeu parte dos movimentos da mão devido a sequelas como pseudoartrose — condição em que o osso não consolida corretamente — e paralisia do nervo radial, que compromete a funcionalidade do braço. Além das limitações motoras, Ketellyn também convive com dores intensas diárias e dificuldades para dormir.

Após a primeira cirurgia, constatou-se que a fratura no úmero não havia sido corrigida de forma satisfatória, e problemas surgiram com a placa metálica e parafusos utilizados na fixação. Apesar dos dois procedimentos subsequentes realizados em 2024 e 2025, a jovem não recuperou a mobilidade do braço.
Ketellyn buscou esclarecimentos junto à direção do hospital onde foi operada, mas não obteve respostas satisfatórias sobre seu quadro clínico nem soluções para as complicações. Em busca de atendimento especializado, ela foi encaminhada pelo Sistema Estadual de Regulação (SER) para o Into, onde passou por avaliações médicas.
Segundo informações do Ministério da Saúde, a paciente está acompanhada pelo Into desde junho de 2026 e já foi incluída na lista de espera do Centro de Trauma Adulto para um novo procedimento. Ketellyn ocupa a terceira posição na subfila, mas ainda não foi definida a data de sua cirurgia.
Enquanto aguarda, ela utiliza medicamentos potentes para controlar a dor, que causam efeitos colaterais como sonolência e sensação de grogue. As limitações físicas também impactam sua vida profissional e autonomia, impedindo-a de trabalhar normalmente e realizar suas atividades cotidianas.
O Into informou que, diante da complexidade do caso, a equipe médica considera marcar uma nova consulta e avaliar outras alternativas de tratamento com equipes especializadas para dar continuidade ao acompanhamento.
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