Advogado de Fernandinho é investigado por cobrar R$ 15 mil sem agir
Raphael Brito Smith da Silva é alvo de inquéritos por apropriação indébita e estelionato após denúncias de clientes.
O advogado Raphael Brito Smith da Silva, que representa Fernandinho Beira-Mar, está sendo investigado pela polícia após denúncias de clientes que alegam terem sido cobrados por serviços jurídicos que não teriam sido prestados. Uma das investigações corre desde setembro deste ano, quando um músico denunciou o advogado por apropriação indébita de R$ 11 mil referentes à pensão alimentícia da filha.
Segundo o cliente, ele entregou o valor ao advogado para que fosse depositado judicialmente, mas descobriu que os pagamentos não estavam sendo realizados. A mãe da criança teria cobrado os atrasados e o cliente registrou ocorrência para comprovar seu cumprimento da obrigação alimentar.
O caso está sob análise da 34ª Delegacia de Polícia (Bangu) e acompanhada pelo Ministério Público, com diligências para apurar os fatos.
Em outro episódio, registrado em 2025, uma mulher afirma ter contratado Raphael por uma ação judicial contra uma imobiliária para reaver um apartamento. Ela pagou mais de R$ 4 mil, incluindo honorários e custas, além de entregar as chaves do imóvel ao advogado.
Apesar de mensagens enviadas por Raphael informando que a ação estava com a juíza, foi constatado que o processo nunca foi protocolado na Justiça. A mulher precisou contratar nova advogada para tentar abrir o caso. A imobiliária alega que as chaves não foram devolvidas e continuam em posse do advogado, que teria bloqueado a cliente nas redes sociais ao ser questionado.
Este segundo inquérito foi concluído em julho de 2025 pela 52ª Delegacia de Polícia (Nova Iguaçu), e Raphael foi indiciado por estelionato e patrocínio infiel. O Ministério Público determinou diligências complementares antes do envio final do processo.
O advogado, com inscrição regular na Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), defende Fernandinho Beira-Mar e familiares em processos no Tribunal Regional Federal das 1ª e 3ª Regiões. A OAB-RJ instaurou procedimento ético-disciplinar para apurar sua conduta.
Em 2023, Raphael já fora indiciado por estelionato e tráfico de influência em investigação sobre suposto oferecimento irregular de ajuda a investigados por dinheiro. Mandados foram cumpridos em seu escritório, que fica na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, resultando em apreensão de documentos e equipamentos.
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