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TSE confirma fiscais do PL acompanharam apuração nas eleições

Tribunal Superior Eleitoral esclarece que fiscais do PL acompanharam totalização e divulgação dos votos nas Eleições 2026.

1 de 1 Urna eletrônica para votação nas eleições brasileiras
1 de 1 Urna eletrônica para votação nas eleições brasileiras — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou a afirmação feita pelo candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) de que fiscais do seu partido teriam sido retirados da chamada "sala-cofre" do tribunal durante a apuração das Eleições 2026. De acordo com o TSE, os fiscais do Partido Liberal tiveram acesso e acompanharam todo o processo eleitoral em áreas previstas para fiscalização.

Segundo o tribunal, durante o domingo (25), dois fiscais do PL estiveram na sede do TSE e monitoraram o Teste de Integridade das Urnas, bem como a totalização e divulgação dos resultados. O TSE ressaltou ainda que há registros fotográficos e filmagens comprovando a presença dos fiscais nos locais visitados, incluindo a Sala de Totalização.

O TSE explicou que a fiscalização da totalização dos votos é realizada em diversas áreas específicas, entre elas a Sala de Totalização e a Sala dos Partidos Políticos, localizada no quinto andar do edifício. O local denominado 'sala-cofre' não é acessível para visitação por parte dos fiscais do PL ou de outros partidos.

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Após a divulgação do resultado oficial apontando a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 51,79% dos votos contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, este último não reconheceu o resultado e anunciou que pretende pedir a anulação da votação. Ele também criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de encerramento da votação em duas horas, pedido pelas campanhas do PT e do PL.

Em contraponto, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou ter "absoluta segurança de todo o processo eleitoral", reforçando a lisura da votação.

Entretanto, a campanha de Flávio Bolsonaro havia solicitado na tarde do domingo uma prorrogação do horário de votação em cidades de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina, pedido este que foi atendido pelo STF.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se posicionou sobre o processo eleitoral. O procurador-geral Paulo Gonet Branco declarou que o Ministério Público cumpriu seu papel de fiscalizar o processo, combater irregularidades e garantir que a vontade do eleitor fosse respeitada.

Além disso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), destacou em pronunciamento após o resultado que não há motivos para contestação e que a verdadeira vitória foi da democracia.

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